Prisioneiros condenados à morte foram executados numa prisão, no sul do país. Defensores dos direitos humanos põem em causa o rigor no julgamento dos suspeitos, acusados de terrorismo
Prisioneiros condenados à morte foram executados numa prisão, no sul do país. Defensores dos direitos humanos põem em causa o rigor no julgamento dos suspeitos, acusados de terrorismo a agência de Direitos Humanos das Nações Unidas manifestou-se profundamente chocada e horrorizada com a execução em massa de 38 prisioneiros, numa prisão da cidade de Nassiriya, no sul do Iraque, por duvidar da forma como está a ser aplicada a pena de morte no país. Os prisioneiros foram condenados por terrorismo, mas segundo os responsáveis da ONU, devido a falhas no sistema de justiça iraquiano, parece extremamente duvidoso que tenha havido rigor nos procedimentos e garantias de julgamento justo dos casos, o que levanta a possibilidade da existência de erros irreversíveis de justiça e violações do direito à vida. Este ano, pelo menos 106 pessoas foram executadas no país árabe. O apelo às autoridades iraquianas é que interrompam todas as execuções, estabeleçam uma moratória imediata sobre o uso da pena de morte e realizem uma revisão urgente e abrangente do sistema de justiça penal.