Esperava-se que a campanha agrí­cola contribuí­sse para aliviar o sofrimento da população, mas a ameaça de fome continua a pairar em várias regiões do país
Esperava-se que a campanha agrí­cola contribuí­sse para aliviar o sofrimento da população, mas a ameaça de fome continua a pairar em várias regiões do país Os níveis de desnutrição continuam a aumentar no Sudão do Sul e nem a temporada de colheitas se afigura como um grande alívio para a população, pois o conflito iniciado em 2013 mantém-se ativo em quase todo o país e o aumento constante da inflação coloca os alimentos fora do alcance da maioria das pessoas. a temporada de colheita não trouxe um grande alívio para os milhões de sul-sudaneses que carecem de alimentos. O cinturão verde do país foi devastado pelos combates, e encontrar uma solução pacífica para esta tragédia provocada pelo homem deveria ser a principal prioridade, ou a situação ficará pior no próximo ano, alerta o representante da Organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FaO), Serge Tissot. Segundo um relatório recente da FaO, prevê-se que a situação alimentar no Sudão do Sul piore no início de 2018, pois a temporada entre colheitas, que deixa as famílias sem alimentos, começou três meses antes do habitual. a situação mais preocupante, de acordo com os responsáveis da agência da ONU, vive-se na região de Wau, onde pelo menos 15 por cento da população enfrenta a fome, e a insegurança limitou consideravelmente as atividades de subsistência e de ajuda humanitária. a FaO defende, por isso, a abertura urgente de um corredor humanitário para que possa ser levada ajuda à população.