O tribunal ordenou a saída dos não indígenas, depois da homologação da área, mas até agora nenhum cumpriu a determinação judicial. as autoridades policiais poderão ser chamadas a intervir neste caso
O tribunal ordenou a saída dos não indígenas, depois da homologação da área, mas até agora nenhum cumpriu a determinação judicial. as autoridades policiais poderão ser chamadas a intervir neste caso a decisão do Tribunal Federal tem seis meses, mas até agora, nenhum dos agricultores ilegais presentes na Terra Indígena (TI) Pankararu, nos municípios de Jatobá, Petrolândia e Tacaratu, no centro-sul de Pernambuco, no Brasil, cumpriu as determinações judiciais que os obrigavam a abandonar o território. Nós estamos esperando. Está todo mundo apreensivo, porque está todo mundo se sentindo ameaçado, afirmou um indígena aos técnicos do Instituto Socioambiental, pedindo para não ser identificado. Segundo relatou, os indígenas estão a ser ameaçados pelos posseiros (pessoas que ocupam devolutas ilegalmente) e evitam sair de casa para se esquivarem a eventuais confrontos. a decisão judicial previa a saída voluntária dos posseiros, que poderia ser feita de forma gradual. No entanto, ninguém cumpriu a ordem. Em vez de se estar solucionando o problema, se está complicando cada vez mais. À medida que a gente não consegue resolver a saída dos posseiros, as famílias aumentam, o vínculo com a terra aumenta e começamos a ter uma complexidade maior, lamenta Ivo augusto, da coordenação regional da Fundação Nacional do Índio (FUNaI) na área do Baixo São Francisco. a terra é dos índios? É. Então digam para onde nós vamos, pois queremos terra para construir casa e trabalhar. E uma indemnização justa, porque a indemnização da FUNaI é um roubo, justifica o líder dos posseiros. Neste momento, estima-se que ainda se encontrem na área 156 famílias de não índios.