Especialistas de direitos humanos da ONU pedem justiça para as vítimas do Daesh, para que estas consigam reconstruir as suas vidas
Especialistas de direitos humanos da ONU pedem justiça para as vítimas do Daesh, para que estas consigam reconstruir as suas vidasO governo iraquiano deve garantir cuidados, proteção e justiça às milhares de mulheres e raparigas sujeitas a violações, violência sexual, deslocamento forçado, sequestro, privação de liberdade, escravidão, conversão religiosa forçada e tratamento cruel, desumano e degradante às mãos dos membros do grupo terrorista Daesh, defendem responsáveis da Organização das Nações Unidas (ONU), num relatório divulgado esta semana.
as feridas físicas, mentais e emocionais causadas pelo Daesh são quase além da imaginação, lamenta Zeid al Hussein, alto-comissário da ONU para Direitos Humanos, realçando que é necessária justiça para que as vítimas possam reerguer as suas vidas.
No relatório de direitos humanos pode ler-se que apesar do governo iraquiano e do governo regional do Curdistão terem adotado medidas para promover os direitos de mulheres e raparigas e para dar resposta às necessidades das vítimas, o sistema de justiça criminal está a falhar na garantia da sua proteção apropriada.
através do documento, os especialistas alertam ainda para a situação profundamente preocupante de centenas de crianças nascidas em áreas controladas pelo Daesh e que não têm certidões de nascimento, ou cujos documentos não são aceites pelos governos iraquianos ou regional do Curdistão.
Zeid al Hussein esclarece que os menores nascidos nessas áreas têm os mesmos direitos legais que outros cidadãos iraquianos e devem ser protegidos da marginalização e abuso. Nesse sentido, o responsável defende que o governo deve garantir que essas crianças não sejam discriminadas nem fiquem sem documentação e em risco de apatridia, exploração e tráfico humano.