Entre as mais de 2. 300 crianças que entraram no sistema de acolhimento o ano passado, 20 por cento tinha a sua vida em perigo, segundo um relatório do Instituto da Segurança Social
Entre as mais de 2. 300 crianças que entraram no sistema de acolhimento o ano passado, 20 por cento tinha a sua vida em perigo, segundo um relatório do Instituto da Segurança SocialO Relatório de Caracterização anual da Situação de acolhimento das Crianças e Jovens CaS a 2016, divulgado esta sexta-feira, 28 de julho, pelo Instituto da Segurança Social (ISS), revela que uma em cada cinco crianças entradas no sistema de acolhimento o ano passado exigiu proteção imediata, por a sua vida estar em perigo. Segundo o documento, das 2. 396 crianças e jovens entradas no sistema de acolhimento em 2016, 485 (20,2 por cento) exigiram um procedimento de urgência, um valor 2,3 por cento superior ao do ano anterior. Esta ação ocorre quando exista perigo atual ou iminente para a vida ou de grave comprometimento da integridade física ou psíquica da criança ou jovem. Uma incorreta atuação poderá causar danos psicológicos, pelo que o procedimento deverá ser o menos lesivo possível, executado por profissionais e estruturas devidamente habilitadas e sensibilizadas para a situação de crise vivida pela criança e jovem, é referido no relatório, citado pela agência Lusa. Quanto aos aos motivos que originaram a abertura dos processos de promoção e proteção às crianças, o documento especifica diversas formas de negligência (72 por cento), os maus-tratos psicológicos (8,5 por cento), os maus-tratos físicos (3,4 por cento) e os abusos sexuais (2,8 por cento).