Menores têm duas vezes mais probabilidades de viver na miséria do que os adultos, segundo um estudo conjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância e o Grupo do Banco Mundial
Menores têm duas vezes mais probabilidades de viver na miséria do que os adultos, segundo um estudo conjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância e o Grupo do Banco Mundial O mais recente relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), elaborado em conjunto com o Grupo Mundial, revela que, em 2013, mais de 385 milhões de crianças, entre os zero e os 17 anos, viviam em situação de pobreza extrema. Os menores representam cerca de metade de um total de 767 milhões de pessoas que viviam com menos de 1,70 euros por dia, no período abrangido pelo estudo. as crianças são afetadas de forma desproporcionada, dado que representam cerca de um terço da população estudada, mas metade dos que vivem na pobreza extrema. O risco é maior para as crianças mais pequenas – mais de um quinto dos menores de cinco anos nos países em desenvolvimento vivem em famílias extremamente pobres, lê-se no comunicado da UNICEF, citado pela agência Lusa. Baseado na análise aos dados de 89 Estados, que representam 84 por cento da população dos países em desenvolvimento, o estudo mostra que no lote de crianças em pobreza extrema, 122 milhões têm entre zero e quatro anos de idade, 118 milhões têm entre cinco e nove anos, 99 milhões entre os 10 e os 14 anos e 46 milhões estão na faixa etária entre os 15 e os 17 anos de idade. Grande parte das crianças em dificuldades estão concentradas na África subsariana. No relatório, as duas organizações apelam aos governos que avaliem regularmente a pobreza infantil e deem prioridade às crianças nos planos de combate à pobreza, bem como reforcem os sistemas de proteção social, deem prioridade a investimentos na área da saúde, educação, água potável ou saneamento e que moldem as decisões políticas de modo a que o crescimento económico beneficie as crianças mais pobres.