a morte e mutilação de crianças em aleppo por tropas do governo sírio e seus aliados não é apenas uma abdicação brutal das obrigações internacionais de direitos humanos, mas terá um impacto duradouro sobre as jovens vítimas nas gerações vindouras
a morte e mutilação de crianças em aleppo por tropas do governo sírio e seus aliados não é apenas uma abdicação brutal das obrigações internacionais de direitos humanos, mas terá um impacto duradouro sobre as jovens vítimas nas gerações vindouras a advertência foi deixada por especialistas das Nações Unidas em direitos da criança. Mesmo que a guerra acabasse hoje, demorará décadas para recuperar da destruição causada em aleppo e em toda a Síria e das feridas psicológicas por curar, com o trauma sofrido por estas crianças, sublinhou Benyam Dawit Mezmur, presidente da Comissão da ONU sobre os Direitos da Criança (CDC). Provavelmente não estamos a falar de uma geração perdida, mas muito possivelmente de gerações perdidas, acrescentou em comunicado Benyam Dawit Mezmur, ao apontar o facto de a morte e a mutilação de crianças em aleppo por tropas do governo sírio e seus aliados não ser apenas uma abdicação brutal das obrigações internacionais de direitos humanos, mas que terá também um impacto duradouro sobre as jovens vítimas nas gerações vindouras. as crianças estão a ser mortas e mutiladas. Os ataques aéreos estão a atingir os poucos hospitais que restam. O uso de bombas que destroem “bunkers” significa que as crianças nem sequer podem ir de forma segura às escolas que funcionam no subsolo, apontou o especialista dos direitos da criança. O presidente da CDC recordou que a Síria e a Rússia tanto ratificaram a Convenção dos Direitos da Criança, como também o seu Protocolo Facultativo relativo à participação de crianças em conflitos armados.