amnistia Internacional recolheu testemunhos e imagens de crianças com «feridas horríveis» que apontam para a utilização de armas químicas na região de Jebel Marra
amnistia Internacional recolheu testemunhos e imagens de crianças com «feridas horríveis» que apontam para a utilização de armas químicas na região de Jebel Marra Uma investigação apoiada por vários especialistas levou a amnistia Internacional (aI) a concluir que terão sido usadas armas nucleares em pelo menos três dezenas de ataques na região de Jebel Marra, no Sudão, entre janeiro e setembro deste ano. Nas ofensivas, mais de 200 pessoas morreram, na sua maioria crianças. através de imagens satélite, além de entrevistas detalhadas com sobreviventes e a análise por parte de especialistas de dezenas de imagens terrificantes de crianças e recém-nascidos com feridas horríveis, a amnistia Internacional pôde concluir que de janeiro a 9 de setembro de 2016 foram conduzidos pelo menos 30 prováveis ataques com armas químicas na região de Jebel Marra, afirma a organização em comunicado. Contactado pela agência Fides, Massimo amorosi, especialista em não proliferação Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (CBRN) e professor de Introdução à análise Estratégica na Link Campus University de Roma, defende a necessidade urgente de se investigar no local para apurar com certeza o que aconteceu. É preciso enviar inspetores da Organização para a Proibição de armas Químicas e da Organização Mundial da Saúde, como foi feito para investigar o ataque químico no subúrbio de Damasco de GhÅ«á¹a, em agosto de 2013. Não é fácil, porque são necessários acordos com todas as partes em conflito para permitir aos inspetores o acesso ao terreno, de modo a recolher amostras de terra e de sangue das vítimas. Às vezes, deve-se enviar duas equipas para comparar os resultados dos testes efetuados em períodos diferentes, no local do suposto ataque, explicou o docente.