Sacerdote foi apanhado numa emboscada montada por um grupo de homens armados. Raptores pedem um resgate para o libertar, mas a Conferência Episcopal da Nigéria proibiu o pagamento de resgates
Sacerdote foi apanhado numa emboscada montada por um grupo de homens armados. Raptores pedem um resgate para o libertar, mas a Conferência Episcopal da Nigéria proibiu o pagamento de resgatesUm grupo de homens armados, alegadamente pertencentes à etnia fula, raptaram esta semana o reitor do Seminário Maior de Tansi, na Nigéria, numa emboscada que deixou feridos os dois sacerdotes que viajavam na viatura com o padre Emmanuel Dim. Os raptores pedem um resgate de 2,5 milhões de Naira, o equivalente a cerca de 7. 000 euros, segundo informações da diocese de Nnewi. Os três padres estavam a regressar de Nsukka quando foram atacados. O padre Chukwuemeka, capelão do San Camillus de Lellis College of Health Science, na Nnamdi azikiwe University, em Nnewi, foi atingido na cabeça com uma arma de fogo e teve que ser transferido do hospital de Enugu para o de Nnewi, disse o diretor do serviço de comunicação da diocese de Nnewi, padre Hyginus aghaulor. O presbítero lembra que a Conferência Episcopal da Nigéria proibiu o pagamento de resgates em casos de sequestro de sacerdotes, pelo que continua incerto o futuro do reitor, ainda refém do grupo de raptores.começamos a questionar-nos se os padres católicos não se estão a tornar uma espécie em risco, adianta aghaulor. O sacerdote questiona ainda o papel das autoridades na proteção dos nigerianos contra a violência dos pastores fula. Enquanto os inocentes são deixados sem proteção, vemos os militares proteger oleodutos no Delta do Níger, como se o petróleo fosse mais importante do que as pessoas. Por que a população é assassinada sem razão, na sua própria terra?, critica Hyginus aghaulor.