Nos últimos cinco dias os ataques aéreos da aviação russa causaram a morte ou ferimentos graves a mais de 300 crianças, na cidade de aleppo. O uso de mí­sseis anti-bunker faz com que os menores não estejam seguros nem nos abrigos subterrâneos
Nos últimos cinco dias os ataques aéreos da aviação russa causaram a morte ou ferimentos graves a mais de 300 crianças, na cidade de aleppo. O uso de mí­sseis anti-bunker faz com que os menores não estejam seguros nem nos abrigos subterrâneos Os menores já não estão seguros nem nas caves nem em refúgios subterrâneos devido ao uso de bombas anti-bunker, alertou esta sexta-feira, 30 de setembro, a organização não governamental Save the Children, num comunicado em que faz o balanço aos últimos ataques aéreos à cidade de aleppo, que provocaram a morte ou ferimentos em mais de 300 crianças. Segundo a organização, a utilização deste tipo de mísseis pela aviação síria e russa impede que os menores prossigam com a sua educação, justamente agora que estava previsto o início das aulas, já que as escolas, mesmo subterrâneas, não são seguras. Ou seja, cerca de 100 mil crianças em idade escolar vão ficar privadas de frequentar as aulas. a Save the Children apoia 13 escolas na cidade de aleppo, e nos últimos dois anos, oito dessas escolas tiveram que transferir as turmas para caves para proteger os alunos dos bombardeamentos contínuos, ataques aéreos ou do fogo da artilharia. No entanto, as crianças continuam a não estar seguras, nem concentradas, pois as bombas agora utilizadas conseguem perfurar o solo e só rebentam a quatro ou cinco metros de profundidade. Basta ouvir o som destas bombas e gera-se um estado de pânico e de terror inimaginável. as bombas anti-bunker têm uma capacidade de destruição tal, que podem destruir refúgios subterrâneos e caves. Conseguem destruir urbanística por completo, explicou o diretor de uma das escolas da cidade. agora temos mais probabilidades de ver como as crianças são retiradas dos escombros ou vê-las no chão de um hospital do que vê-las sentadas nas suas carteiras escolares, lamentou, por sua vez, o diretor da Save the Children no noroeste da Síria, Nick Finney. amjad, um menino de 12 anos residente em aleppo, ilustra bem com o seu testemunho o clima de medo que se vive na cidade. Não vamos à escola porque os aviões lançam bombas constantemente. E quando ouvimos um avião, sentamo-nos no chão com medo que as coisas caiam em cima de nós. O meu melhor amigo morreu num dos bombardeamentos.