“Distinção”atribuí­da pela Survival Internacional é justificada pelas declarações do governante em relação aos bosquí­manos da região de Kalahari, que classificou de «atrasados», sugerindo que são inferiores na escala evolutiva humana
“Distinção”atribuí­da pela Survival Internacional é justificada pelas declarações do governante em relação aos bosquí­manos da região de Kalahari, que classificou de «atrasados», sugerindo que são inferiores na escala evolutiva humana a organização de apoio aos povos indígenas Survival Internacional atribuiu o prémio Racista do ano 2016 ao Presidente do Botswana, Ian Khama, pelo grau de preconceito que tem demonstrado em relação aos bosquímanos da região do Kalahari, ao questionar o seu modo de vida e sugerir que eles são uma raça inferior que vive uma vida primitiva de uma era passada. O histórico de abuso contra os bosquímanos pelo General Khama é inigualável. Um racismo profundo move a sua perseguição contra as tribos. O Presidente expressa abertamente opiniões que pertencem à época colonial, ressoando o tipo de comentário preconceituoso feito por imperialistas britânicos. ao oferecer-lhe o prêmio, esperamos expor e trazer maior atenção ao racismo anti-indígena e pressionar o seu governo a tratar os bosquímanos de uma maneira melhor, justificou Stephen Corry, diretor da organização. Segundo a Survival, o governo do general Khama nega continuamente o acesso dos bosquímanos à sua terra natal, depois de terem sido despejados à força, em 1997, 2002 e 2005. a maioria vive na pobreza em acampamentos governamentais, apesar de uma decisão judicial do Supremo Tribunal em 2006 ter afirmado que têm o direito à sua terra. além disso, são acusados de caça furtiva quando caçam para sustentar suas famílias, e são baleados por caçarem antílopes para se alimentarem.