assinatura oficial do acordo de paz lança a Colômbia num novo caminho e põe fim a um conflito com mais de 50 anos, que provocou mais de 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados
assinatura oficial do acordo de paz lança a Colômbia num novo caminho e põe fim a um conflito com mais de 50 anos, que provocou mais de 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocadosO Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o líder das Forças armadas Revolucionárias da Colômbia (FaRC), Rodrigo Londono, assinaram finalmente o histórico acordo de paz, numa cerimónia realizada na noite de segunda-feira, 26 de setembro (madrugada em Portugal), restando agora a ratificação popular marcada para domingo, 2 de outubro, para que entre em vigor. Na sessão, presenciada por vários Chefes de Estado, o líder dos guerrilheiros aproveitou para pedir perdão às vítimas. Em nome das FaRC ofereço perdão sincero por toda a dor que possamos ter causado, afirmou Londono, por entre aplausos e gritos das cerca de 2. 500 pessoas que assistiam ao momento solene, todas vestidas de branco. Entre a assistência estavam 250 vítimas da violência. Dou-lhes as boas vindas à democracia, afirmou por sua vez o Presidente da Colômbia, dirigindo-se em particular aos membros das FaRC, e saudando a sua transição para a vida política sem armas, seguindo as regras de justiça, verdade e reparação, contidas no acordo. Na ocasião, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, congratulou-se pelo acordo que cria as condições para uma paz duradoura, enquanto o chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, destacou o passo gigante da Colômbia. a União Europeia também anunciou a intenção de suspender as FaRC da sua lista de grupos terroristas, uma medida que estará em vigor durante seis meses a partir da assinatura do acordo e será revista no final desse prazo.