Tribunal considerou que a publicação veiculou notícias racistas e de incitação ao crime. a administração do jornal aceitou suportar os estudos de vários jovens da comunidade Kaingang, para não pagar uma elevada indemnização
Tribunal considerou que a publicação veiculou notícias racistas e de incitação ao crime. a administração do jornal aceitou suportar os estudos de vários jovens da comunidade Kaingang, para não pagar uma elevada indemnização Um jornal diário do estado de Santa Catarina, no Brasil, vai ter que pagar os cursos de graduação e pós-graduação a vários jovens indígenas e ceder espaço na publicação, por um período não inferior a cinco anos, para que a comunidade Kaingang possa dar a conhecer as suas ideias, costumes e tradições. Este compromisso surge na sequência de um processo judicial, que corria nos tribunais brasileiros desde 2002, e que resultou na condenação do jornal ao pagamento de uma multa que ascendia a 850 mil reais (mais de 235 mil euros), por ter publicado uma reportagem sobre os indígenas com afirmações e ilustrações consideradas discriminatórias.como a administração do periódico alegou que teria de fechar o jornal se fosse obrigada a pagar a multa, foi feito um acordo com a comunidade, comprometendo-se a publicação a custear os cursos de duas a três dezenas de indígenas nas áreas de agronomia, direito, enfermagem e educação. além disso, os Kaingang terão direito a um espaço, quinzenalmente, para divulgação de artigos relacionados com a comunidade. Eles disseram que se fossem pagar em dinheiro, teriam que fechar o jornal. Eu disse que nós não queremos dinheiro. Queremos que vocês contribuam com a comunidade, queremos informar as pessoas para que elas saibam os absurdos que vocês falaram’. Também precisamos de pessoas formadas em áreas como direito e de formação melhor para nossos professores. Isso é mais importante que dinheiro, relatou o líder indígena Idalino Fernandes, citado pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI).