arcebispo de Santiago de Guatemala lamenta a situação de exploração em que vivem os camponeses e indígenas e pede um esforço coletivo «para purificar os políticos que não amam o país e exploram os necessitados»
arcebispo de Santiago de Guatemala lamenta a situação de exploração em que vivem os camponeses e indígenas e pede um esforço coletivo «para purificar os políticos que não amam o país e exploram os necessitados» O Senhor é contra os que exploram os pobres e aumentam o preço de tudo, um fato que se vê muito na Guatemala. Isso nunca permitirá o desenvolvimento. Não podemos roubar o dinheiro aos pobres que já sofreram muito para ter o pouco que têm, afirma o arcebispo de Santiago de Guatemala, Oscar Julio Morales, numa nota enviada à agência Fides. Reagindo ao mais recente relatório da Unidade de Proteção dos Defensores dos Direitos Humanos, onde se conclui que nos últimos 15 anos, e com quatro governos diferentes, não houve mudanças significativas na situação dos camponeses, o prelado defende a necessidade de se promover o diálogo da verdade e de se por fim à exploração dos camponeses e indígenas. Neste país estamos acostumados a dizer apenas meia verdade, mas fazendo assim não será possível fazer justiça. Devemos nos esforçar para purificar os políticos que não amam o país e exploram os necessitados, adianta Oscar Morales, alertando para o abandono a que as classes sociais mais desfavorecidas estão votadas, nomeadamente pela falta de acesso à educação e aos serviços básicos de saúde. Um cenário confirmado pelo fórum da organização não governamental Oxfam: Na Guatemala, os agricultores não têm acesso à suas terras. a Guatemala é o país, junto com o Haiti e o Brasil, onde a riqueza está concentrada nas mãos de muito poucos. a expulsão dos agricultores de suas terras termina muitas vezes em confrontos violentos com as forças de segurança.