Banco Mundial estima que cerca de 65 milhões de pessoas vivem em situação de «deslocamento forçado», havendo perto de 41 milhões deslocadas no seu próprio país
Banco Mundial estima que cerca de 65 milhões de pessoas vivem em situação de «deslocamento forçado», havendo perto de 41 milhões deslocadas no seu próprio país as pessoas deslocadas representam um importante desafio para os países em desenvolvimento, que albergam 95 por cento dos que fogem de uma dezena de conflitos armados. a sua presença afeta as perspetivas de desenvolvimento das comunidades que as recebem e alimenta as reações de xenofobia até nos países ricos, revela um estudo do Banco Mundial, tornado público esta semana. Os investigadores concluíram que cerca de 65 milhões de pessoas vivem neste momento em deslocamento forçado, o que significa um por cento da população mundial. Entre elas estão 24 milhões de refugiados e requentes de asilo que atravessaram as fronteiras, sendo que as restantes se encontram deslocadas no próprio país. a maioria dos refugiados está distribuída basicamente por 15 países, com a Turquia, Líbano e Jordânia, vizinhos da Síria, a acolherem 27 por cento destas pessoas. O Paquistão e o Irão, que fazem fronteira com o afeganistão, receberam 16 por cento dos deslocados, e a Etiópia e o Quénia, vizinhos da Somália e do Sudão do Sul, acolhem cerca de sete por cento. De acordo com Xavier Devictor, autor do relatório final, durante os últimos 25 anos, são quase os mesmos conflitos que têm provocado a fuga da população: afeganistão, Iraque, Síria, Burundi, República Democrática do Congo, Somália, Sudão, Colômbia, Cáucaso e antiga Jugoslávia. a Síria é o único país onde a população deslocada é superior a 25 por cento.