Entre os mais de 400 cidadãos resgatados do Mediterrâneo, só pelos Médicos Sem Fronteiras, 123 eram menores e 92 deles viajavam desacompanhados
Entre os mais de 400 cidadãos resgatados do Mediterrâneo, só pelos Médicos Sem Fronteiras, 123 eram menores e 92 deles viajavam desacompanhadosUm dos navios da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) participou no resgate de cerca de 3 mil pessoas que estavam à deriva no Mar Mediterrâneo Central, em 20 botes de borracha e vários barcos de madeira, no início desta semana. Só um dos barcos levava entre 600 e 700 cidadãos.
É um dos maiores grupos de pessoas às quais prestamos ajuda num único dia desde que nossas operações de resgate no Mediterrâneo começaram no ano passado, referiu Nicholas Papachrysostomou, coordenador do navio Dignity I. Este número inacreditável demonstra o desespero que as pessoas enfrentam nos seus países, e que as leva a arriscar as suas vidas para procurar segurança e proteção na Europa, acrescentou o responsável.
Entre os resgatados estavam gémeos prematuros de oito meses que tinham apenas cinco dias de vida, disse antonia Zemp, líder da equipa médica do Dignity I, adiantando que a mãe das crianças estava a viajar sozinha. Os MSF trataram pessoas exaustas e com sintomas como diarreia sanguinolenta, desidratação, febre, hipotermia e doenças de pele.
Das 435 pessoas recebidas a bordo do Dignity I, 353 eram homens e 82 mulheres. Do grupo faziam 123 menores de idade, sendo que 92 estavam a viajar sozinhos. Segundo a Guarda Costeira italiana, cerca de 6. 500 pessoas arriscaram as suas vidas para cruzar o Mediterrâneo [na última segunda-feira], e foram resgatadas em 40 operações realizadas por diversas organizações, disse Papachrysostomou.