Impulsionam a construção de escolas, de lares para idosos, levam animação e conforto aos que vivem na pobreza e em áreas isoladas. São os missionários, e muitos estão em formação em Fátima
Impulsionam a construção de escolas, de lares para idosos, levam animação e conforto aos que vivem na pobreza e em áreas isoladas. São os missionários, e muitos estão em formação em FátimaSão muitos os que desejam fazer mais e melhor missão: ajudar os outros, contribuir para um mundo melhor, combater as desigualdades. Muitas dessas pessoas estão esta semana em Fátima, a frequentar o Curso de Missiologia que qualifica o missionário e, consequentemente, a missão.
Lúcia Cândido e Mário almeida são um exemplo da dedicação e generosidade em prol dos marginalizados. Ela pertence à congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, ele é leigo e gestor de voluntariado. Ela tem 55 anos de idade, ele 29. além da ajuda aos mais desfavorecidos, os dois têm em comum o local de missão: São Tomé e Príncipe.
No país há 17 anos, Lúcia Cândido, natural de Leiria, acompanha desde essa altura todo um vasto trabalho da sua congregação em diferentes áreas: educação, saúde, social e pastoral. Durante este período, as religiosas motivaram a construção de um jardim-de-infância, atualmente frequentado por 436 crianças, uma escola do primeiro ciclo, onde estudam 536 alunos, e um estabelecimento de ensino para o segundo ciclo, onde aprendem 180 adolescentes.
além disso, as religiosas impulsionaram a construção de um lar de idosos e salas de informática. Há ainda espaço para aqueles que se dedicam à costura e à carpintaria e que com o exercício dessas atividades se conseguem sustentar. Tudo feito lado a lado com a população local e com as autoridades governamentais.
Onde encontrámos terreno nós construímos, disse a religiosa de sorriso largo à Fátima Missionária. Mas a obra não acaba aqui. Há mais objetivos para beneficiaram a população são-tomense. Neste momento estamos a tentar criar uma unidade só para crianças subnutridas, dos zero aos dois anos. Há muitos casos, contou a missionária.
De férias em Portugal, a religiosa faz um balanço muito positivo da obra em que tanto se tem empenhado. Estou convencida de que daqui a dez anos esta geração de crianças e jovens que estudam connosco vai querer uma vida diferente. Eu noto que as famílias já querem isso. Têm casas arranjadas, já querem ter uma família mais ou menos orientada e organizada. Tentam não viver em poligamia e ter a sua própria família: pai, mãe e os seus filhos. Já se preocupam em levar os filhos à escola. Se não tiverem dinheiro para pagar a propina da escola entregam bens alimentares, materiais agrícolas ou madeira. Vê-se muito desenvolvimento naquele local, explicou a religiosa. Por sua vez, Mário almeida, do Cacém, esteve seis meses em missão em São Tomé e Príncipe, mas em períodos repartidos. através dos Missionários Claretianos, o jovem prestou apoio escolar às crianças, deu aulas de informática, mostrou como se confecionam os pratos típicos portugueses, deu catequese em aldeias remotas, recorreu à música para evangelizar e criou laços de amizade que são uma coisa fantástica.
a grande lição de vida de São Tomé é o ser-se feliz com pouco. Eles querem ter exatamente tudo o que também queremos, mas conseguem ser felizes com pouco e nós com muito somos tristes e deprimidos. Em São Tomé há uma alegria e há uma gratidão pelas pequenas coisas, exemplificou o missionário, que mantém o desejo de voltar àquele país para se reencontrar com os amigos e para poder ajudar mais ainda.