«Dar a vida por amor, para sempre e para todos» é a «grande revolução», enfatizou o biblista antónio Couto, em Fátima
«Dar a vida por amor, para sempre e para todos» é a «grande revolução», enfatizou o biblista antónio Couto, em FátimaCidadãos de todo o mundo vivem atualmente tempos de não decisão, sem referência, em que vale tudo [e] em que tudo vale o mesmo, aludiu o bispo de Lamego em Fátima. Numa conjuntura destas, é interessante e recorrer à figura incisiva de São Paulo, sugeriu antónio Couto, numa conferência.

Na verdade, colocar um homem desta natureza, com este fogo dentro, () é um desafio e uma provocação enorme para os tempos atuais, demonstrou o biblista. Pensamentos tão vulgares como “já fiz alguma coisa”, “já fiz o suficiente” ou “agora já posso descansar” não cabiam em São Paulo, exemplificou.

Para demonstrar a radicalidade da vida do apóstolo, antónio Couto recordou que este foi um perseguidor da Igreja mas que, de um momento para o outro virou tudo. Paulo era um perseguidor dos cristãos, um inimigo de Cristo, mas veio a perceber bem que, afinal, esse Jesus, que ele queria matar deu a sua vida por ele. É aqui que a vida de Paulo não se aguenta mais nas “canetas”, brincou o bispo de Lamego no Curso de Missiologia.

O prelado recordou aos participantes que o apóstolo viveu o seu dia a dia, minuto a minuto, arriscando tudo e apostando tudo por Jesus Cristo, que deu a vida por ele. antónio Couto transpôs depois esse modo de estar para os tempos atuais. Viver à maneira de Jesus Cristo e de Paulo é terrível, mas é belíssimo. É a única maneira absolutamente bela de viver, porque cada momento que se vive dessa maneira é único. Porque eu tenho ou devo arriscar tudo neste momento. Não devo deixar nada para amanhã ou para depois de amanhã, tenho que arriscar tudo agora. É intenso, disse.

Por isso, antónio Couto apresentou aquilo que identificou como uma revolução. Eu devo amor a todos. Em última análise, devo entregar a minha vida, se necessário for, por todos. Também pelos inimigos e também por aqueles que me querem matar. Exatamente à maneira de Jesus. aqui é a grande revolução, realçou, destacando a proposta da Igreja de Cristo – dar a vida por amor, para sempre e para todos.

Sob o título a missão em São Paulo, a intervenção de antónio Couto insere-se no Curso de Missiologia, que iniciou esta segunda-feira, 22 de agosto, prolongando-se até sábado, 27, no Seminário da Consolata. ao longo destes dias, docentes de diferentes áreas vão abordar temas com vista àqualificação do missionário e, consequentemente, da missão. a formação é uma iniciativa dos Institutos Missionários ad Gentes com o apoio das Obras Missionárias Pontifícias.