Coreia do Norte e Uzbequistão lideram a lista dos países com mais escravos modernos. No lado oposto figuram o Luxemburgo, Nova Zelândia, Irlanda, Dinamarca ou a Espanha
Coreia do Norte e Uzbequistão lideram a lista dos países com mais escravos modernos. No lado oposto figuram o Luxemburgo, Nova Zelândia, Irlanda, Dinamarca ou a Espanha O mais recente estudo da fundação Walk Free revela que ainda há no mundo 45,8 milhões de pessoas em situação de escravatura. Uzbequistão, Coreia do Norte, Camboja, Índia e Qatar são os países com mais escravos modernos em proporção com o número de habitantes. Mas em termos absolutos, são a China, Paquistão, Uzbequistão e Bangladesh quem tem a maior quantidade de escravos. Segundo a entidade promotora do The Global Salvery Index 2016, considera-se escravatura moderna quando uma pessoa possui ou controla outra com a intenção de explorá-la, usá-la, ou beneficiar dela, de tal forma que essa pessoa fica privada da sua liberdade individual. Tendo em conta estas premissas, a Coreia do Norte é o país com maior proporção de escravos modernos em relação à população total, pois mantém 4,4 por cento dos habitantes sujeitos à escravidão. Os trabalhos forçados são comuns no país e as mulheres são obrigadas a casar-se ou a são exploradas sexualmente na China ou noutros países vizinhos, pode ler-se no documento, divulgado esta semana. a segunda posição é ocupada pelo Uzbequistão, com quatro por cento da população escravizada. as crianças são as mais afetadas pois o governo obriga-as a trabalhar nos campos de algodão, entre setembro e novembro. De acordo com os investigadores, os dirigentes do país usam os cidadãos em benefício próprio, limitando a propriedade privada e a livre concorrência. No lado oposto da lista surgem países como o Luxemburgo, Nova Zelândia, Irlanda, Dinamarca ou Espanha, onde a escravatura moderna ronda os 0,018 por cento da população. Estas nações são também das que mais lutam contra este flagelo, dentro e fora das duas fronteiras. Já os governos da Coreia do Norte, Irão, Eritreia, Sudão do Sul e República Democrática do Congo são apontados como os piores exemplos, por não tomarem qualquer tipo de medida para combater a escravatura.