a falta de emprego continua a ser uma das principais dificuldades dos deslocados internos na Ucrânia. apenas 43 por cento das famílias pode contar com um rendimento estável
a falta de emprego continua a ser uma das principais dificuldades dos deslocados internos na Ucrânia. apenas 43 por cento das famílias pode contar com um rendimento estável Um estudo recente promovido pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), com o apoio da União Europeia, revela que os deslocados internos na Ucrânia – cerca de 1,7 milhões – continuam com grandes dificuldades em arranjar emprego e assegurar um rendimento estável para o orçamento familiar. De acordo com esta investigação, apenas 43 por cento das famílias deslocadas podem contar com um salário como rendimento regular. Cerca de 18 por cento conseguem um emprego ocasional ou outras fontes de ingresso e, em quatro por cento dos agregados, os empregos secundários são a única fonte de rendimento. Em geral, os deslocados têm mais dificuldade em arranjar emprego porque os empregadores preferem funcionários permanentes enquanto eles pretendem trabalhos temporários. Por outro lado, os empresários alegam que não podem oferecer salários adequados às necessidades dos deslocados internos, que frequentemente estão em dificuldades financeiras e necessitam de fundos consideráveis para cobrir os seus gastos. Mais de metade dos deslocados internos que questionámos têm educação superior ou superior incompleta, pelo que o seu trabalho e potencial intelectual poderia contribuir consideravelmente para a recuperação económica do país, realçou o chefe da missão da OIM na Ucrânia, Manfred Profazi. Desde o início da crise no país, em 2014, a agência das Nações Unidas, com o apoio dos doadores, já prestou apoio a mais de 100 mil pessoas afetadas pelo conflito. a sua atenção atual está centrada em oferecer oportunidades de geração de rendimentos a deslocados internos e comunidades de acolhimento, para facilitar a coesão social, a recuperação e a consolidação da paz.