Uma organização sediada em Lisboa pretende reforçar um projeto contra a mortalidade materna e infantil na Guiné-Bissau e já conta com 80 por cento do financiamento
Uma organização sediada em Lisboa pretende reforçar um projeto contra a mortalidade materna e infantil na Guiné-Bissau e já conta com 80 por cento do financiamentoChega este ano ao fim na Guiné-Bissau um projeto contra a mortalidade materna e infantil. No entanto, o Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil (PIMI), que decorre nas regiões de Cacheu, Biombo, Oio e Farim desde 2013, poderá ser alargado a toda a Guiné-Bissau e conta já com financiamento.
Depois do fim, há a previsão de que se retome este projeto em meados do próximo ano, mas alargando e uniformizando a intervenção a todas as regiões da Guiné-Bissau. Foi um desafio que a própria União Europeia nos lançou e acho que vamos aceitar o desafio, mas há entraves, explicou ahmed Zaky, médico e administrador executivo e diretor de projetos do Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), em declarações agência Lusa.
Segundo ahmed Zaky, a Comissão Europeia (CE) está disponível para financiar o projeto com 12 milhões de euros, 80 por cento da quantia necessária, mas que poderá ser ampliada. Para os 20 por cento que faltam, o IMVF conta, habitualmente, com a parceria da cooperação portuguesa.
Contudo, o responsável teme que o desinvestimento português na cooperação impeça, na próxima fase, um apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que apoiou a primeira fase do projeto. Por isso, o IMVF admite pedir o apoio de outros países. O PIMI foi criado para melhorar os cuidados de saúde ministrados a grávidas, puérperas e crianças até aos cinco anos de idade, com o objetivo de reduzir as taxas de mortalidade materna e infantil, que são aberrantes, alertou ahmed Zaky. O IMVF é uma organização não governamental para o desenvolvimento, com sede em Lisboa, que trabalha na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa em áreas como a saúde, educação e segurança alimentar.