Programa apoiado pelas Nações Unidas abre caminho à contribuição das mulheres colombianas na edificação da paz e na erradicação da violência doméstica. Encontros preparatórios terminam em agosto
Programa apoiado pelas Nações Unidas abre caminho à contribuição das mulheres colombianas na edificação da paz e na erradicação da violência doméstica. Encontros preparatórios terminam em agosto as balas não nos matam, o que nos mata é a indiferença, afirma Mayerlis angarita, uma líder rural de Montes de Maria, na Colômbia, e uma das mulheres que tem vindo a participar nos encontros promovidos ao abrigo de um novo projeto apoiado pela ONU Mulheres, para tornar visíveis as preocupações das colombianas na construção da paz no país e no combate à violência contra as mulheres. Nos últimos anos, as mulheres colombianas têm insistido que não querem que outros procurem a paz por elas e pedido para estar presentes na mesa das negociações. Em abril, a ONU Mulheres iniciou um programa financiado pela embaixada sueca, com o objetivo de dar visibilidade às suas preocupações e sugestões. Desde então, têm-se realizado encontros em diferentes regiões, onde são partilhadas experiências e identificadas as questões consideradas mais prioritárias. Os últimos realizam-se neste mês de agosto. Temos tido a oportunidade de nos escutarmos umas às outras, de contarmos as nossas histórias e ir sarando as feridas. a partir dessas experiências, tentamos organizar-nos em grupos, para planear o que temos que fazer para conseguir ter impacto político em espaços de participação. No fundo, estes encontros servem para dar a conhecer a verdade e a realidade que vive o país, para que isso não se repita, sublinha Luz Galeano, do Movimento de Vítimas de Crimes de Estado. angela Salazar, da aliança Iniciativa de Mulheres Colombianas pela Paz, destaca, por sua vez, os desafios na integração de homens e mulheres ex-combatentes nas comunidades. acima de tudo, realça o papel que as mulheres podem desempenhar neste processo: Não vemos as pessoas desmobilizadas como ex-guerrilheiros ou ex-paramilitares, mas como o filho ou a filha do vizinho.