a Igreja propõe que alarguemos os nossos horizontes: migrantes e refugiados são o próximo a acolher e também portadores de uma Boa Nova que nos revela o rosto de Deus, e nos mostra que o planeta terra é a nossa casa comum
a Igreja propõe que alarguemos os nossos horizontes: migrantes e refugiados são o próximo a acolher e também portadores de uma Boa Nova que nos revela o rosto de Deus, e nos mostra que o planeta terra é a nossa casa comumNeste século XXI, era da globalização, da mobilidade e do desenvolvimento tecnológico, sabemos que é possível fazer muito mais no que respeita a erradicar as causas nefastas das migrações forçadas. as razões que motivam a fuga e a luta pela sobrevivência, não são hierarquizáveis, independentemente do estatuto jurídico: migrantes e refugiados são pessoas. Não podemos por egoísmo, comodismo e indiferença condenar à morte milhões de seres humanos que buscam o essencial para viver com dignidade.compete aos Estados, mas também estão ao nosso alcance gestos concretos de promoção de paz e justiça, que pela via do diálogo, cooperação, solidariedade, se revelam mais eficazes. as políticas que tenham no centro o bem comum e a justa distribuição de bens são condição que salvaguarda a dignidade e desenvolvimento integral da pessoa e dos povos. a Igreja propõe que alarguemos os nossos horizontes: migrantes e refugiados são o próximo a acolher e também portadores de uma Boa Nova que nos revela o rosto de Deus, e nos mostra que o planeta terra é a nossa casa comum. De modo particular neste ano da misericórdia, o apelo à conversão do nosso estilo de vida pessoal, interpela-nos a abraçar o desafio de renovação social. Por força das migrações, o encontro de culturas é inevitável e paulatinamente vai-se forjando uma Igreja família de povos. É na comunidade cristã, lugar privilegiado para a prática da hospitalidade, reconhecimento e cuidado da fraternidade, que se enfrentam os novos desafios, superam-se discriminações e preconceitos, contribui-se para o desenvolvimento do diálogo intercultural, inter-religioso e ecuménico.com cada diáspora aprende-se a aceitar a universalidade da Palavra e a valorizar a diversidade que caracteriza este rosto da Igreja de Cristo dispersa no mundo. animada por tantos missionários (sacerdotes e religiosas), pessoas que por amor ao reino se fizeram migrantes com os migrantes, tornaram-se presença de Deus que escuta o clamor de justiça, acompanha e ajuda a tomar consciência da vocação de cada um comprometendo-o na comunidade cristã e na sociedade. Em contexto de mobilidade, o acolhimento, o diálogo, o reconhecimento do papel da fé, para a missão da Igreja e transformação social dos países de acolhimento e destino, são distintivas da Pastoral de Migrações que em Portugal se desenvolve sob olhar da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana que confia à Obra Católica Portuguesa de Migrações a observância da mesma, onde se inclui a promoção da Semana Nacional de Migrações (7 a 14 de agosto) que pretende envolver as comunidades cristãs, numa dinâmica de reflexão, oração e ação centrada na visão dos migrantes e refugiados: rosto de misericórdia.