Nos últimos dois meses mais de 120 escolas e dormitórios escolares foram incendiados, essencialmente na região ocidental do Quénia. Conferência Episcopal pede união nas comunidades para travar o fenómeno
Nos últimos dois meses mais de 120 escolas e dormitórios escolares foram incendiados, essencialmente na região ocidental do Quénia. Conferência Episcopal pede união nas comunidades para travar o fenómeno O presidente da Comissão para a Educação e Educação Religiosa da Conferência Episcopal do Quénia e bispo de Nakuru, Maurice Makumba, apelou esta semana aos quenianos que reflitam sobre a situação moral da nação e unam esforços para incutir nas novas gerações o respeito e a importância do bem comum. O pedido surge na sequência da série de incêndios criminosos que nos últimos meses têm destruído escolas e dormitórios escolares, sobretudo na zona ocidental do país. Devemos encontrar uma forma de isolar os autores destes atos e evitar consequências para a comunidade por causa das ações de poucos elementos, afirmou o prelado, pedindo mais atenção às autoridades e aos funcionários das escolas, para que encontrem os autores dos incêndios e evitem que os atos de alguns não caiam sobre a maioria dos estudantes inocentes. Maurice Makumba entende que as novas regras disciplinares introduzidas para enfrentar a crescente indisciplina e as atividades criminosas nos estabelecimentos escolares não são motivo para tanto ato de vandalismo, pelo que avança para a possibilidade de haver uma terceira mão a incitar os estudantes a lançarem fogo às escolas.