Com as previsões a apontarem o ano de 2016 como o mais quente de sempre, as Nações Unidas alertam para o possível aumento do número de mortes causadas pelo calor e pedem medidas especiais para reduzir a mortalidade
Com as previsões a apontarem o ano de 2016 como o mais quente de sempre, as Nações Unidas alertam para o possível aumento do número de mortes causadas pelo calor e pedem medidas especiais para reduzir a mortalidade Depois da Organização Meteorológica Mundial (OMM) ter anunciado que as temperaturas globais para o primeiro semestre deste ano voltaram a atingir os valores mais altos, a agência das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR, na sigla em inglês) lançou um alerta à comunidade internacional para que tome medidas de prevenção para reduzir a mortalidade causada pelas ondas de calor. Para Robert Glasser, representante especial do secretário-geral da UNISDR, milhões de pessoas em todo o mundo deveriam estar a receber alertas sobre ondas de calor, para que não se repitam os milhares de mortos causados por este fenómeno o ano passado, sobretudo na Ásia e na Europa. Em 2015, o ano mais quente desde que há registos, morreram 3. 200 pessoas em França, 2. 200 na Índia e 1. 200 no Paquistão. Tendo em conta que as alterações climáticas estão a ampliar o impacto de diversos episódios de temperaturas extremas, o responsável destacou a necessidade de se fazer uma gestão do risco de desastres, com ações concretas para garantir que pessoas vulneráveis, incluindo refugiados, crianças, idosos e pessoas com deficiências tenham acesso a avisos com bastante antecedência.