Conflitos no Sudão do Sul levam a população a viver em campos de refugiados no Uganda que se encontram sobrelotados, repletos de lixo e onde «os serviços de saúde são poucos»
Conflitos no Sudão do Sul levam a população a viver em campos de refugiados no Uganda que se encontram sobrelotados, repletos de lixo e onde «os serviços de saúde são poucos»Em apenas três semanas, chegaram ao Uganda 30 mil pessoas, que fugiram dos recentes confrontos no Sudão do Sul, sobrelotando ainda mais os centros de acolhimento para refugiados, que estão perto do colapso. Desde dezembro do ano passado, já estavam no Uganda pelo menos 511 mil refugiados e requerentes de asilo.

No centro de acolhimento de Elegu, entre o Sudão do Sul e o Uganda, estão atualmente 10 mil pessoas, um número dez vezes superior à sua capacidade efetiva. ao mesmo tempo, as fortes chuvas danificam o espaço, os serviços de saúde são poucos e a área está repleta de lixo, informa a agência Fides.

além disso, as latrinas não têm capacidade para um número tão grande de pessoas, que são obrigadas a defecar em espaços abertos. Noventa por cento das novas pessoas que chegaram ao campo são crianças e mulheres, visivelmente cansadas e famintas.
Também dramática é a situação no campo de refugiados de Nyumanzi, no Uganda, construído em 2014 para receber cerca de duas mil pessoas por um período máximo de duas semanas. atualmente, acolhe mais de 20 mil refugiados. Igualmente no Uganda, o centro de Kuluba, dá abrigo a 1500 refugiados, indo assim além dos 300 previstos como capacidade máxima.