Duas instituições de ensino portuguesas fazem parte de um projeto internacional de luta contra a mutilação genital feminina e vão lecionar matérias relacionadas com esta prática, já a partir do próximo ano letivo
Duas instituições de ensino portuguesas fazem parte de um projeto internacional de luta contra a mutilação genital feminina e vão lecionar matérias relacionadas com esta prática, já a partir do próximo ano letivoUm projeto internacional para combater a mutilação genital feminina conta com a participação portuguesa através da Escola Superior de Saúde de Leiria (ESSLei), do Instituto Politécnico de Leiria, e do Centro de Estudos Internacionais, do Instituto Universitário de Lisboa.
Carolina Henrique, subdiretora da ESSLei, explica em comunicado que o projeto visa consciencializar estudantes e futuros profissionais de saúde para a problemática da mutilação genital feminina, passando estes conteúdos a ser lecionados em unidades curriculares dos diferentes cursos da ESSLei. além disso, será feita investigação neste domínio. No total, 500 alunos estarão envolvidos no projeto, a partir do próximo ano letivo, informa a ESSLei.
O projeto “Multi Sectorial academic Programme to Prevent and Combat Female Genital Mutilation” foi criado para fomentar uma abordagem global de prevenção e combate à mutilação genital feminina, mediante o treino, capacitação e desenvolvimento de capacidades junto de alunos, professores e profissionais, lê-se num comunicado enviado à agência Lusa.
além da ESSLei e do Centro de Estudos Internacionais, integram este programa a Universidade Rey Juan Carlos, promotora e responsável, o Observatorio para la Igualdad de Género, a Fundación Wassu-UaB (Universidade autónoma de Barcelona), a Università Roma Tre, a Fondazione angelo Celli per una cultura della salute e a Vrij Universiteit Brussel.