Os Médicos Sem Fronteiras negoceiam há vários anos sem êxito a diminuição do preço das vacinas. Perante o número de crianças refugiadas que chegam atualmente à Europa, os médicos insistem no mesmo pedido
Os Médicos Sem Fronteiras negoceiam há vários anos sem êxito a diminuição do preço das vacinas. Perante o número de crianças refugiadas que chegam atualmente à Europa, os médicos insistem no mesmo pedidoOs responsáveis da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) criticam o preço exorbitante que os governos e as organizações não governamentais têm de pagar às farmacêuticas para poderem vacinar as crianças mais desprotegidas, como as refugiadas que chegam à Europa. Em comunicado, os MSF indicam que negoceiam há seis anos sem sucesso com as farmacêuticas Pfizer e GlaxoSmithKline (GSK) uma redução do preço da vacina contra a pneumonia, a doença com a maior taxa de mortalidade entre os menores de cinco anos. Os governos e as organizações humanitárias necessitam das ferramentas para proteger as crianças que vivem uma das maiores crises do nosso tempo. Pfizer e GSK têm de baixar o preço da vacina contra a pneumonia, defende apostolos Veizis, diretor de operações médicas dos MSF na Grécia.com o colapso dos sistemas de saúde na Síria, Iraque e afeganistão, a maioria das crianças não foi imunizada. Estes menores vivem em condições terríveis e não deveriam pagar com a sua saúde o preço de fugirem para sobreviver. Temos de os proteger a qualquer preço contra a pneumonia e outras doenças mortais, frisa o responsável. além da pneumonia, os MSF vacinaram na Grécia mais de 5. 000 crianças refugiadas contra nove outras doenças.