O novo pacote de propostas apresentado pela União Europeia é considerado um retrocesso na proteção das pessoas refugiadas e solicitantes de asilo. a amnistia Internacional diz mesmo que as intenções formuladas são «cí­nicas»
O novo pacote de propostas apresentado pela União Europeia é considerado um retrocesso na proteção das pessoas refugiadas e solicitantes de asilo. a amnistia Internacional diz mesmo que as intenções formuladas são «cí­nicas» a amnistia Internacional (aI) considera que as novas propostas apresentadas esta semana pela União Europeia para controlar o fluxo migratório são uma ameaça à proteção básica dos refugiados e solicitantes de asilo e uma tentativa de reduzir apenas as chegadas irregulares à Europa. as propostas não procuram melhorar a proteção da população refugiada no mundo, mas apenas reduzir as chegadas irregulares à Europa. Pegam em ferramentas bem concebidas, como a recolocação, e utilizam-nas para maus fins: usam palavras bonitas, mas com elas mascaram intenções mais do que cínicas, criticou Iverna McGowan, diretora da aI para as instituições europeias. Segundo a responsável, o que a UE tenta realmente fazer com estas propostas é recolocar alguns refugiados, para poder devolver mais. Na ausência de qualquer menção sobre a necessidade de aumentar consideravelmente as taxas de recolocação e de realizar uma forte inversão nas condições das pessoas refugiadas em países terceiros, o impacto destas medidas para a proteção da população refugiada será, muito provavelmente, negativo, sublinhou. O quadro proposto especifica como poderão os Estados-membros implementar os programas de recolocação no futuro, mas não menciona a necessidade de aumentar as taxas atuais. apenas estabelece que serão fixadas anualmente as cifras de recolocação e as quotas correspondentes a cada país, sem indicar as prioridades geográficas.