Grupo de crianças fugiu para o mato na sequência do ataque e é ainda desconhecido o paradeiro dos menores. Este é o quarto ataque aos Índios Kaiowa, no espaço de cinco meses
Grupo de crianças fugiu para o mato na sequência do ataque e é ainda desconhecido o paradeiro dos menores. Este é o quarto ataque aos Índios Kaiowa, no espaço de cinco meses O acampamento dos índios Kaiowa, situado em Coronel Sapucaia, no estado de Mato Grosso do Sul, no Brasil, foi atacado por homens armados esta semana, pela quarta vez em cinco meses. ao contrário do que aconteceu anteriormente, em que quatro indígenas foram assassinados, não se registaram vítimas, mas várias crianças assustadas fugiram para o mato e continuavam dadas como desaparecidas esta quarta-feira, 13 de julho. Segundo o líder indígena Jeguaka Rendy Ju, citado pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a ofensiva ocorreu na noite de terça-feira, 12 de julho, quando um grupo de homens armados cercou o acampamento e começou a disparar para o ar e na direção das barracas. Todo mundo saiu para fora das casas e ficou com medo, era muito tiro, pareceram mais de cem tiros em cima das pessoas. Todo mundo saiu correndo, testemunhou o porta-voz dos Kaiowa. Na confusão, os indígenas concentraram-se num abrigo de lona pertencente a um dos líderes do acampamento, mas algumas crianças, tentando escapar dos tiros, refugiaram-se na mata circundante. Elas estavam com muito medo, correram, se esconderam no mato e não voltaram. Não sabemos onde elas estão, lamentou Jeguaka. O acampamento de Kurusu amba foi visitado em março pela relatora especial das Nações Unidas para os Direitos e Liberdades Fundamentais dos Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, mas nem assim os ataques cessaram. além das investidas com armas de fogo, as barracas e casas dos indígenas já foram incendiadas por mais do que uma vez.