a quebra dos rendimentos familiares provocada pela violência e pelos deslocamentos forçados fez aumentar o número de menores iraquianos obrigados a trabalhar. Estima-se que mais de meio milhão de crianças é vítima de trabalho infantil
a quebra dos rendimentos familiares provocada pela violência e pelos deslocamentos forçados fez aumentar o número de menores iraquianos obrigados a trabalhar. Estima-se que mais de meio milhão de crianças é vítima de trabalho infantil O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) calcula que pelo menos 575 mil crianças iraquianas são obrigadas a trabalhar em vez de irem à escola. Este número é o dobro do verificado em 1990, antes do início da guerra, e resulta da violência que alastra no país e que tem obrigado centenas de milhares de famílias a deixar as suas casas e a procurar refúgio noutras zonas do Iraque ou no estrangeiro. antes ia à escola e trabalhava meio dia por pouco dinheiro. agora, deixei de ir às aulas para trabalhar a tempo inteiro e receber o salário completo, relata alí Husein Judhair, de 12 anos. Só desde 2014, mais de 1,5 milhões de menores teve que fugir, sobretudo no noroeste do país, tomado de assalto pelos combatentes do Estado Islâmico, numa ofensiva relâmpago. O conflito provocou o encerramento de uma em cada cinco escolas e cerca de 3,5 milhões de crianças em idade escolar estão privadas de receber educação adequada. Por outro lado, pelo menos 3,6 milhões menores correm perigo de vida, de violência sexual, sequestro e de recrutamento por parte dos grupos armados. E perto de 4,7 milhões carecem de ajuda humanitária urgente.