Prestes a celebrar o quinto aniversário da independência, o país debate-se com uma Terrí­vel crise alimentar, que atinge já mais de quatro milhões de pessoas
Prestes a celebrar o quinto aniversário da independência, o país debate-se com uma Terrí­vel crise alimentar, que atinge já mais de quatro milhões de pessoasSe não for mobilizada uma resposta humanitária em larga escala, a situação alimentar no Sudão do Sul pode agravar-se consideravelmente e afetar ainda mais as famílias que se encontram já a passar fome, por falta de alimentos. Os últimos dados, recolhidos pela organização não governamental ação contra a fome, estimam que 4,3 milhões de pessoas estão a passar por uma escassez de alimentos severa. Não temos comido adequadamente durante dias e temo pela minha família, testemunhou aos técnicos da organização um habitante da região de Bahr el Ghazal, adiantando que por falta de rendimentos financeiros e de acesso a alimentos, tem mantido os seus filhos com folhas que recolhe das árvores. Segundo andrea Tamburini, diretor da ação contra a fome no Sudão do Sul, a crise alimentar está a atingir níveis impressionantes. Nos primeiros quatro meses de 2016 vimos como o número de crianças que sofrem de desnutrição aguda aumentou cerca de 50 por cento, o que é alarmante, alertou o responsável.como se não bastasse esta crise alimentar, a ajuda humanitária está quase paralisada, por falta de segurança e de financiamento. O tempo de dialogar já terminou. a situação humanitária chegou a um ponto sem retorno e o fracasso não é uma opção. Instamos a comunidade internacional a tomar medidas imediatas, tanto para mobilizar fundos, como para estabelecer canais permanentes de fornecimento, e que a diplomacia ponha fim a esta crise, apelou Tamburini.