O ano passado entraram mais 130 crianças e jovens nas casas de acolhimento. a maioria dos menores tem entre 12 e 17 anos, é oriunda de Lisboa e Porto e é do sexo masculino
O ano passado entraram mais 130 crianças e jovens nas casas de acolhimento. a maioria dos menores tem entre 12 e 17 anos, é oriunda de Lisboa e Porto e é do sexo masculino O constante aumento do número de adolescentes no sistema de acolhimento verificado nos últimos anos sublinha uma vez mais a necessidade de uma intervenção cada vez mais diferenciada por parte das respostas de acolhimento, afirmam os autores do Relatório de Caracterização anual da Situação de acolhimento das Crianças e Jovens – Casa 2015, divulgado esta quinta-feira, 30 de junho. O documento revela que mais de metade dos 8. 600 menores institucionalizados o ano passado são adolescentes, pelo que os responsáveis do Instituto da Segurança Social (ISS) defendem uma resposta assente em modelos de intervenção terapêuticos e contentores, capazes de fazer a diferença na vida destes jovens, prestando especial atenção às suas fragilidades emocionais e às características e desafios inerentes a esta fase da vida. Tal como tinha acontecido em 2014, as faixas etárias que sofreram um aumento foram dos 15 aos 17 anos (mais 77 menores) e dos 18 aos 20 (mais 100), ao contrário da faixa etária dos 12 aos 14 anos, com menos 46 crianças, refere o relatório, citado pela agência Lusa. Continua a verificar-se um ligeiro predomínio de rapazes (51,7 por cento), especialmente até aos 14 anos, tendência que se inverte a partir dos 15 anos. Os distritos que registaram maior número de menores institucionalizados foram os de Lisboa e Porto, com 1. 598 (18,6 por cento) e 1. 538 (17,9 por cento), respetivamente. ao contrário, os distritos com menos crianças e jovens a necessitar de entrar em casas de acolhimento forma Évora (123), Beja (154), Portalegre (166), Guarda (162) e Castelo Branco (178).