as últimas estimativas do INE, conhecidas dia 16 passado, referentes ao ano de 2015 apresentam um decréscimo de 33. 500 portugueses residentes em relação ao ano anterior. Os nascimentos aumentaram, mas os óbitos também
as últimas estimativas do INE, conhecidas dia 16 passado, referentes ao ano de 2015 apresentam um decréscimo de 33. 500 portugueses residentes em relação ao ano anterior. Os nascimentos aumentaram, mas os óbitos tambémEm Portugal somos 10. 341. 330, tendo baixado cerca de 33. 5 mil pessoas em relação a 2014. Envelhecemos mais, mas a natalidade cresceu pelo terceiro ano consecutivo (cerca de 3. 000 nascimentos), o que quer dizer que nem tudo é negativo.
Os números de população residente em Portugal em 2015, divulgados quinta-feira passada, apontam para um aumento de mortes e também de nados vidos, mas continuaram a morrer mais pessoas do que a nascer. Em média, por dia, nasceram no ano passado 234 crianças em território português. Contudo, o aumento de óbitos contribuiu para que o saldo natural da população se mantivesse com valor negativo.
O número médio de filhos por mulher subiu em 2015 para o valor de 1,3 filhos, quando em 2014 era de 1,23, segundo as estimativas de população residente em Portugal divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a 16 de junho.
No período de 2005 a 2015, o índice sintético de fecundidade apresenta uma tendência de declínio, ainda que com ligeiras oscilações, atingindo em 2015 o valor de 1,30 filhos por mulher, o que traduz uma recuperação face aos valores de 1,21 e 1,23 filhos por mulher de 2013 e 2014, refere a informação do documento do INE.
No que concerne ao fluxo migratório saíram do país cerca de 40 mil portugueses e recebemos à volta de 30 mil imigrantes, pelo que o saldo continuou negativo em 2015 (-10. 481). apesar disso, registou-se um aumento do número de imigrantes e a diminuição do número de emigrantes relativamente a 2014.
Por outro lado o INE regista um acentuar do envelhecimento demográfico: entre 2005 e 2015 há um duplo envelhecimento, com o número de idosos a aumentar em mais de 316 mil e o número de jovens até aos 15 anos a diminuir 208 mil. O número de pessoas em idade ativa – entre os 15 e os 64 anos – reduziu-se em 278 mil.
Este documento estimativo do INE relativo ao ano de 2015 não trouxe grandes novidades, dado que os números agora conhecidos continuam a dar uma imagem do país envelhecido (logo pouco produtivo), muito dependente da emigração e com uma natalidade que não consegue repor o movimento geracional natural. Ou seja, o nosso país caminha a passos largos para um agudizar dos problemas existentes e com uma clivagem cada vez maior. Todas as previsões para as próximas dezenas de anos indicam que Portugal será menos populoso, o que coloca em risco o próprio país.
a existência de uma sociedade com um mínimo de condições para viver pressupõe a análise dos problemas por quem de direito, neste caso pelos governos, e a procura das soluções adequadas para minorar ou mesmo eliminar os problemas. as análises em relação à natalidade, ou à falta dela, à diminuição do número populacional e do envelhecimento, estão feitas há muito tempo, mas começa a faltar a coragem política suficiente para gizar os mecanismos necessários (planos e programas específicos a longo prazo) para os atenuar e mesmo inverter o caminho.
a maior parte destes problemas passam pela existência de políticas concretas de apoio às famílias, pois daí poderá surgir mais natalidade, mas também mais entrosamento familiar que permita um envelhecimento natural no seio dos próprios agregados familiares.
E já que falamos em envelhecimento da população convém recordar que a esperança média de vida voltou a subir em Portugal em 2015, sendo agora de 77,36 para os homens e 83,23 para as mulheres. Para além da natalidade, é agora no prolongamento da vida (o que é positivo) onde se centram inúmeros problemas económicos, de saúde e mesmo da sociedade.
Há que encarar o prolongamento da vida das pessoas como fator positivo e não como um fardo. Qualquer ser humano tem o direito de viver com dignidade e com o mínimo de condições necessárias à sua situação, especialmente quando esta for mais débil.
Os governos, quer sejam compostos por políticos de direita ou de esquerda, têm obrigação de zelar pelas pessoas do seu país. Não faz sentido não enveredarem por uma política correta de apoio às famílias, pois aí residem quase todas as possibilidades de uma vida melhor e com futuro para Portugal.