Todos nós sabemos que, mesmo entre os cristãos, há várias opiniões acerca de Jesus. Era assim para os apóstolos, foi assim através dos tempos, e com certeza vai continuar a ser assim
Todos nós sabemos que, mesmo entre os cristãos, há várias opiniões acerca de Jesus. Era assim para os apóstolos, foi assim através dos tempos, e com certeza vai continuar a ser assimTodos nós sabemos que, mesmo entre os cristãos, há várias opiniões acerca de Jesus. Era assim para os apóstolos, foi assim através dos tempos, e com certeza vai continuar a ser assim. Especialmente nos nossos dias em que parece que a liberdade por vezes se tornou libertinagem, isto é, que cada um pense aquilo que bem quer e lhe apraz. a cena do Evangelho é interessante e educativa para nós. Jesus faz aos seus apóstolos uma pergunta em dois tempos. Primeiro, Quem diz para aí a gente que eu sou? Logicamente, havia muitas opiniões, segundo as maneiras pessoais de ver a vida. E os apóstolos narraram o que tinham ouvido à gente acerca do Mestre: para uns ele era João Batista, para outros, Elias, e ainda para outros um profeta como os profetas da história passada de Israel. Depois Jesus faz a pergunta mais importante da História: E vós, meus apóstolos (meus enviados e mensageiros), quem dizeis vós que eu sou? a resposta para Jesus era de máxima importância. Os seus apóstolos, diria ele mais tarde, eram aqueles que ele ia enviar a todo o mundo, fazer discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a cumprir tudo o que ele lhes tinha mandado (Mateus 2819-20). Estes seus mensageiros não podiam ter “opiniões” diferentes acerca dele: Ele era aquele que era, não havia lugar para interpretações pessoais. E de repente Pedro dissera em nome da História cristã do futuro: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo (Mat 16,16). Seria ridículo pensar que um pescador do lago da Galileia – “a Galileia dos gentios”- tinha chegado pessoalmente a esta definição de Jesus. E Jesus, Mestre e Filho de Deus vivo, caminho verdade e vida, declara solene e terminantemente: Feliz és tu, Simão, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas meu Pai que está no Céu (Ib. V. 17). Quer dizer, Cristo aceita como correspondente à verdade a afirmação de Pedro, e declara-lhe: Dar-te-ei as chaves do Céu, e tudo o que ligares na terra será ligado também no Céu (Ib. V. 19). a beleza é que cada cristão é um mensageiro, um enviado de Cristo à humanidade para lhe ensinar quem é esse Jesus de Nazaré, para de todos os povos fazer discípulos dele, ensinando a todos tudo o que ele ensinou – pela palavra e especialmente com o exemplo, com a convicção de quem vive e experimenta a verdade do que Cristo é: o filho do Deus vivo, do Deus que, único, dá a vida. O filho que, durante a sua vida na terra, e especialmente agora junto do Pai e do Espírito Santo, mostra ao mundo o rosto da misericórdia infinita do nosso Deus.