Presidente da Cáritas Portuguesa alerta para a situação de carência em que vivem muitas crianças em Portugal e afirma que o desenvolvimento dos menores não pode estar dependente da melhoria da situação económica do país
Presidente da Cáritas Portuguesa alerta para a situação de carência em que vivem muitas crianças em Portugal e afirma que o desenvolvimento dos menores não pode estar dependente da melhoria da situação económica do país Lembrando o último relatório da Cáritas Europa sobre o risco de pobreza em Portugal, que afeta sobretudo as crianças, o presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio da Fonseca, alertou esta quarta-feira, 1 de junho, que o desenvolvimento integral das crianças não pode ser sujeito a uma política de austeridade e não deve ser colocado em causa até que a situação financeira e económica do país melhore. Investir no futuro do país requer, mais do que nunca, investir nas nossas crianças e os números de hoje são realmente assustadores, disse o responsável, citado pela agência Lusa, apontando como exemplo o aumento do risco de pobreza registado nas crianças portuguesas, de 24,4 por cento em 2012, para 25,6 por cento em 2013. Uma situação justificada pelo aumento do número de casais desempregados, com os cortes salariais e reduções das prestações sociais. Nos últimos quatro anos, a instituição da Igreja Católica já apoiou mais de 1. 000 crianças em dificuldades, ajudando-as a pagar consultas médicas, medicação, próteses oculares, mensalidades de creches, livros e material escolar, através do programa Prioridade às crianças, que é financiado por doadores particulares. agora, a Cáritas vira as suas atenções também para as crianças refugiadas, ao apelar às autoridades internacionais e nacionais para que acelerem os processos administrativos e evitem as burocracias. Há crianças há demasiado tempo a aguardar refúgio em países que lhes ofereçam maior proteção e dignidade de vida, o que as torna um alvo fácil de negociantes de tráfico humano, adverte Eugénio da Fonseca.