Em sinal de protesto com as alterações propostas pelo governo em relação aos contratos de associação, pais, professores, funcionários e alunos vão reunir-se em frente à assembleia da República
Em sinal de protesto com as alterações propostas pelo governo em relação aos contratos de associação, pais, professores, funcionários e alunos vão reunir-se em frente à assembleia da República O Movimento de Defesa da Escola Ponto, que agrega 79 escolas não estatais com contratos de associação com o governo, está a preparar uma manifestação nacional, no próximo dia 29, às 15h00, em frente à assembleia da República, em Lisboa. O objetivo é manifestar o repúdio contra as medidas tomadas pelo Ministério da Educação no que se refere à mudança das regras que estavam plasmadas num acordo feito com o anterior executivo, previsto para durar três anos. a Secretaria de Estado alterou o despacho de organização do próximo ano letivo, querendo assim impedir estas escolas de receber alunos em igualdade de condições às das escolas estatais e, posteriormente, decidiu unilateralmente que os contratos assinados entre o Estado e as escolas com contrato de associação, após concurso público, que atribuiu um determinado número de turmas em início de ciclo durante três anos consecutivos, não eram para cumprir, justificou esta sexta-feira, 20 de maio, em Fátima, o porta-voz do movimento. Segundo Manuel Bento, se não houver um recuo da tutela, será o maior ataque à liberdade de escolha dos pais, que vai destruir 50 por cento das escolas com contratos de associação, que são parte integrante do sistema de ensino público. Temos que ser sérios, e o que foi oferecido até agora [como contrapartida para as alterações] foi uma mão cheia de nada. O ensino pré-escolar e o ensino profissional são soluções que já estamos a oferecer, acrescentou o responsável, em resposta a algumas sugestões que têm sido avançadas pela tutela nos últimos dias. Para o porta-voz do movimento, o que se está a passar, é catastrófico, do ponto de vista humano. Isto porque, mesmo que metade das escolas ameaçadas encerrem, para além de não ser benéfico para o setor, vai destruir a vida a milhares de famílias, professores, alunos e funcionários. Neste momento, as 79 escolas que prestam serviço público acolhem cerca de 45 mil alunos, em todo o país, têm 4. 400 professores e 1. 100 funcionários não docentes.