Todo o ser humano, independentemente da sua localização geográfica, da sua etnia e cultura, da sua religião, credo ou filiação Política, tem o mesmo objetivo na vida: ser feliz
Todo o ser humano, independentemente da sua localização geográfica, da sua etnia e cultura, da sua religião, credo ou filiação Política, tem o mesmo objetivo na vida: ser felizSabemos que os caminhos para a felicidade dependem de vários fatores, mas o que é certo é que todos sem exceção a procuramos alcançar.como cristãos, a nossa procura da felicidade está intimamente ligada a um homem que marcou profundamente a história da humanidade, em especial a de cada um de nós: Jesus Cristo. Recordando a história dos que o seguiram de mais perto, tendo em conta que também eles procuravam a sua felicidade, vemos que foi difícil para eles ajustarem os seus conceitos sobre a vida, sobre Deus, sobre as relações com o próximo e com a felicidade ao modo de pensar e atuar de Jesus. Mas sabemos bem que não foram eles os únicos a terem dificuldade em assimilar o modo de estar na vida que Jesus lhes propunha diariamente. De facto, também nós sentimos, ocasionalmente, dificuldades maiores ou menores em fazer os ajustes necessários ao modelo de felicidade que Ele nos propõe. Um dos elementos fundamentais deste modelo está no facto de que para Jesus a prioridade da vida está na relação que se estabelece com Deus através do próximo. Ou seja, não podemos chegar a Deus sem chegar ao próximo e vice-versa.como tal, a felicidade pessoal está diretamente relacionada com Deus e com o próximo. a forma como nos dedicamos aos outros define a forma como nos relacionamos com Deus. Foi neste contexto que os discípulos e todos os que seguiam e acreditavam em Jesus tiveram que ajustar as suas ideias e ideais a este novo modelo de ser pessoa e filho ou filha de Deus amor. Enquanto vamos avançando na vida, damo-nos conta do quão difícil é colocar este modelo que Jesus representa no centro da nossa lista de prioridades e preocupações. Sabemos que Ele foi e continua a ser um dom, um convite e um desafio para muitos, incluindo cada um de nós. Pessoalmente, encontrei em vários missionários gente que não só ajustou a sua vida ao modelo de Jesus, como o testemunharam e ofereceram como proposta de vida e de felicidade a outros. Foi graças a alguns deles que decidi oferecer a minha a Deus como religioso e missionário. Ser missionário é uma forma de estar na vida, é uma forma de alcançar e viver a felicidade, é um dom que Deus oferece a quem o aceita e é um convite a ser-se dom para outros. Creio que este último aspeto é o mais importante de todos, porque se eu não for um dom para outros, posso ser e ter tudo na vida, mas de nada me serve. Claro, isto é válido para todas as formas de estarmos na vida, porque não devemos viver só para nós, mas sim para e em função dos outros. Olhando para trás, vejo que tive muitas oportunidades de receber muitos dons e de ser, na medida das minhas capacidades, dom para outros. Dado que vivi numa cultura completamente diferente da nossa, esta dinâmica do dar e receber, do ser e do ter foi uma experiência que me enriqueceu a todos os níveis. Daí sentir que na vida o desafio maior é precisamente o de ser dom para outros, tendo como base as pessoas que Deus vai colocando na minha vida e as experiências que vou acumulando ao longo dos anos. Ser dom: eis o grande desafio dos nossos tempos. Por outras palavras, ser construtor do Reino, colaborador de Jesus na realização do seu projeto de amor. Tudo o que destrói o outro, que aprisiona o outro, que condena o outro, que explora o outro, que diminui o outro a uma coisa ou objeto contradiz os valores que Jesus promoveu e praticou. O mundo precisa de jovens que os assumam de forma mais direta e radical, tornando-se imagem e realização do grande dom que é Jesus. Quem sabe se tu não és um deles?