Três mulheres estão a viver na cidade do Porto para darem testemunho de uma «Igreja ecuménica». a ideia do projeto foi lançada pela Comunidade de Taizé, presente em França
Três mulheres estão a viver na cidade do Porto para darem testemunho de uma «Igreja ecuménica». a ideia do projeto foi lançada pela Comunidade de Taizé, presente em FrançaUma pequena Comunidade Provisória, composta por três mulheres, está presente na paróquia da Vitória, na diocese do Porto. O desafio partiu da Comunidade Ecuménica de Taizé, existente em França, e foi lançado a Irene Moreira, colaboradora da paróquia de acolhimento, e a Jardim Moreira, pároco.
O primeiro apelo para estar neste espaço é dizer que é possível viver com o essencial, explicou Irene Moreira. Não é fácil porque estamos num território muito descristianizado e difícil.como fazer compreender que é possível viver todos juntos na simplicidade e na partilha, rezar três vezes ao dia, trabalhar como qualquer outro funcionário da instituição mas sem serem remuneradas, nesta gratuidade?, questionou a responsável pelo projeto.
a comunidade é constituída pela alemã Judit, pela francesa Jane e pela espanhola Iolanda, que diariamente, após a oração da manhã, trabalham com crianças, idosos ou pessoas sem-abrigo. Os jovens que aqui estão ficam espantados connosco, porque dizem que vimos de longe, aprendemos a sua língua e estamos interessados na sua realidade, disse Jane. Faz-lhes bem ver que nos interessamos por eles, acrescentou, em declarações à agência Ecclesia.
Para a alemã Judit, pertencente a uma Igreja Luterana, a experiência de Taizé, e concretamente da comunidade provisória no Porto, é a possibilidade de perceber uma Igreja que olha mais para o que temos de comum do que para as diferenças. Desde o dia 21 de julho e até à próxima sexta-feira, 15 de agosto, as três mulheres partilham os dias com simplicidade e oração, destacou Irene Moreira.