Os professores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto estão a tentar «reformular» o currículo da escola para incluir unidades curriculares relacionadas com a humanização dos cuidados de saúde, revelou Filipe almeida, docente na instituição
Os professores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto estão a tentar «reformular» o currículo da escola para incluir unidades curriculares relacionadas com a humanização dos cuidados de saúde, revelou Filipe almeida, docente na instituiçãoEm prol de uma humanização dos cuidados de saúde, docentes universitários ambicionam reformar alguns cursos nas instituições de ensino superior em Portugal. a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto está a ser alvo dessas reformulações, conforme explicou Filipe almeida, professor na instituição e médico no Hospital de São João.
Neste momento estamos a tentar reformular o currículo da nossa escola e temos a intenção de incluir unidades curriculares como a humanização, antropologia e sociologia, para além de um reafirmar da dimensão ética na formação do estudante, de forma a poder torná-lo um profissional mais completo, capaz de responder a todas as necessidades dos doentes, afirmou, à margem do 25. º Encontro Nacional da Pastoral da Saúde.
Segundo este responsável, uma das questões que mais negativamente é pontuada pelos utentes do estabelecimento hospitalar onde trabalha é a atenção que os profissionais dedicam aos doentes no domínio das razões da sua espiritualidade. Para este profissional, tal significa que é necessária uma complementaridade que implica técnicos e uma dimensão da espiritualidade, que tem que ser devidamente tratada.
Em declarações à Fátima Missionária, Filipe almeida destacou a relevância do papel dos voluntários que dedicam o seu tempo livre para ajudar os que estão nos estabelecimentos hospitalares, e deu o exemplo do local onde trabalha: o Hospital de São João tem um corpo de quase 800 voluntários, o que diz bem da importância que a instituição reconhece a este trabalho.
José Luís Redrado, bispo da Ordem de São João de Deus e ex-secretário geral do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, também elogiou o papel dos voluntários durante a sua intervenção, intitulada, a pastoral da saúde revisitada à luz do Vaticano II, definindo o trabalho destes como forte, rico e muito expressivo.
Perante as centenas de participantes presentes no Centro Paulo VI, em Fátima, o prelado sublinhou esta quinta-feira, 30 de maio, que a pastoral da saúde é um motor’ para a evangelização e que, ao longo dos últimos anos, esta deu um salto quantitativo e qualitativo.com o tema a arte de cuidar, o Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, iniciou na última terça-feira, 28 de maio, e terminará amanhã, dia 31.