Milhares de portugueses não têm a possibilidade para fazer uma refeição de carne e peixe pelo menos de dois em dois dias, indica o INE. No «Dia Internacional da família», o secretário-geral da ONU afirmou que «as tendências económicas afetam as famílias»
Milhares de portugueses não têm a possibilidade para fazer uma refeição de carne e peixe pelo menos de dois em dois dias, indica o INE. No «Dia Internacional da família», o secretário-geral da ONU afirmou que «as tendências económicas afetam as famílias»Cerca de 320 mil portugueses (3,1 por cento) não têm possibilidade de fazer uma refeição de carne e peixe pelo menos de dois em dois dias. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), são 18 por cento os agregados familiares que estão em risco de pobreza em Portugal. No inquérito às condições de vida e rendimento, divulgado no Dia Internacional da Família, assinalado esta quarta-feira, 15 de maio, o INE indica que 57 por cento dos pobres responderam que cresceram em famílias com dificuldades.
Numa mensagem para assinalar a efeméride, Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), referiu que esta data oferece uma oportunidade de reflexão sobre como as tendências económicas e sociais afetam as famílias. Este responsável recordou que muitos jovens são forçados a depender mais tempo dos pais, devido ao desemprego, e identificou uma outra problemática: a falta de creches que dificulta os esforços de ambos os pais que trabalham fora.
Para Ban Ki-moon, as famílias de todo o mundo merecem o apoio dos legisladores, de instituições públicas e do setor privado. Todos os governos, a sociedade civil, famílias e indivíduos devem apoiar iniciativas que unam as gerações na construção de um mundo mais saudável para todos, sublinhou o responsável, de acordo com a Rádio das Nações Unidas, destacando que o núcleo familiar é a base da sociedade.