O segundo dia amanheceu, é preciso enfrentar mais um dia de caminhada. O descanso nestas andanças raramente é suficiente, mas claro que já sentimos a diferença das condicionantes e a ausência de casa
O segundo dia amanheceu, é preciso enfrentar mais um dia de caminhada. O descanso nestas andanças raramente é suficiente, mas claro que já sentimos a diferença das condicionantes e a ausência de casa alcochete já era, vamos percorrendo a estrada do Porto alto, seguimos por Samora Correia, deixando caminhos menos conhecidos para depois voltarmos a outros. Os percursos não são muito conhecidos, nós vamos pelos trilhos marcados por outros grupos de peregrinos e isso permite-nos uma rota quase correta. Uma das deficiências que notamos é a falta de rotas devidamente assinaladas, pois na realidade não há alternativas aceitáveis do Sul do Tejo até Santarém, apenas podemos seguir estes caminhos assinalados, alguns de fraca qualidade, diga-se. a isso ainda teremos que juntar a ausência de autoridades, com exceção da zona do Porto alto, e da falta de postos de assistência. Em Samora Correia cruzámo-nos com uma peregrinação de Fernão Ferro e encaminhamo-nos para o pavilhão do Inatel, onde descansamos. No dia 10 abandonamos as lezírias percorrendo Benfica do Ribatejo a caminho da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém. O percurso não é o melhor, o que nos obriga a um esforço maior, mas é necessário. aqui apenas podemos contar connosco, novamente, ajudámo-nos uns aos outros em tudo que é preciso. agora tenho a companhia de mais duas amigas dos pés (bolhas) que são o martírio de qualquer caminhante, graças a Deus que nas anteriores peregrinações não soube o que era isso.