as lojas de artigos religiosos em Fátima não escaparam à quebra generalizada do consumo. a peregrinação aniversária de maio e o centenário das aparições são, por isso, encaradas pelos comerciantes como uma oportunidade para revitalizar o comércio
as lojas de artigos religiosos em Fátima não escaparam à quebra generalizada do consumo. a peregrinação aniversária de maio e o centenário das aparições são, por isso, encaradas pelos comerciantes como uma oportunidade para revitalizar o comércio a poucos dias da Peregrinação Internacional aniversária de maio, a decorrer em Fátima, os comerciantes da Cova da Iria aguardam com expectativa as celebrações e já estão de olhos postos nas comemorações do centenário das aparições, em 2017, na esperança de que estas sejam uma oportunidade para aumentar as vendas.

O negócio está muito mau, afirma Sandra Campos, de 34 anos, ex-assistente social, que passa dias seguidos sem vender nada. Por vezes, os clientes compram artigos, mas os lucros que daí advêm nem sempre são suficientes para o almoço, lamenta a comerciante.

José Vieira, 82 anos, considera que a situação económica das pessoas é muito difícil. Quem compra os nossos produtos não é a classe rica, mas sim os fiéis com um poder de compra mais baixo, que, por sua vez, são os mais afetados pela crise, refere o lojista, apontando para uma quebra de vendas acima dos 50 por cento.

O mês de maio é, na opinião de Nuno assis, 37 anos, ex-jogador de futebol, a melhor altura do ano para vender apesar da crise. O comerciante está expectante em relação ao centenário das aparições, uma vez que estas comemorações poderão contar com a presença do Papa. a opinião é partilhada por José Vieira, que acredita que as celebrações de 2017 vão levar muita gente a Fátima, o que será bom para o negócio.