«Eu, João, vi em visão um novo céu e uma nova terra. E vi a cidade santa, pronta como noiva adornada para o seu esposo», lemos na segunda leitura deste domingo

«Eu, João, vi em visão um novo céu e uma nova terra. E vi a cidade santa, pronta como noiva adornada para o seu esposo», lemos na segunda leitura deste domingo
Muitas são as visões que se apresentam aos olhos do nosso espírito nos nossos dias. Visões das maravilhas que as ciências e as artes nos podem oferecer; a maravilhosa colaboração de muitos seres humanos ao serviço do bem dos outros; o carinho para com os mais pequeninos ou débeis membros da humanidade, e tantas outras atitudes de bondade que geram alegria e felicidade na terra. Não podendo enterrar a cabeça na areia como a avestruz, também somos testemunhas de grandes males produzidos por gente que vive em redomas de egoísmo: um mundo de atitudes e comportamentos que emanam do arco-íris do bem e do mal na humanidade. Que bom se a humanidade pudesse permanentemente atingir o patamar da felicidade de todos os povos e indivíduos da terra! Pois é precisamente esse nível de vida que nos propõe a segunda leitura da Eucaristia deste domingo. Na visão, uma voz vinda do trono de Deus no céu diz com voz potente: Eis a morada de Deus entre os homens, e estes serão o seu povo, e Ele próprio, Deus-com-eles, será o seu Deus. Há de lhes Deus enxugar todas as lágrimas; a morte deixará de existir, e não mais haverá luto, nem clamor, nem fadiga. E o que estava sentado no trono no céu disse: Vou renovar todas as coisas. Se finalmente os homens entendessem que não são senhores da história; que sem Deus e as suas leis e apelos a humanidade será sempre uma pobre diminuída espiritual e de coração; se se vissem ao espelho para perceberem que quanto mais excluem Deus da vida humana mais cegos de egoísmo e de soberba ficam, como as coisas mudariam! Mas não! Entupidos de infidelidade ao Criador – e vemo-lo tão claramente na história presente da nossa pátria- continuam os partidos políticos e várias outras forças a desunirem-se, a criticarem-se, sem nada entenderem do que em pouco tempo resolveria as crises se trilhassem o caminho da união. Gritam e barafustam que tudo fazem para o bem do povo, mas a soberba impede-os de ver que estão vazios do dom do discernimento que conduziria à solução tão desejada pelo pobre povo. Quão verdadeira a palavra de Cristo: Se for um cego a guiar outro cego, cairão ambos no barranco (Mat 15,14). E desta forma, não pode haver amor, o amor de que fala Jesus Cristo no Evangelho de hoje: Por isto todos hão de reconhecer que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros. Que nos ilumine a sabedoria do alto.