Cerca de uma centena de figurantes, de todas as idades, estiveram envolvidos, em Fátima, numa via-sacra ao vivo que movimentou muitos fiéis. a Fátima Missionária falou com os atores que assumiram o papel de Jesus Cristo e de Maria
Cerca de uma centena de figurantes, de todas as idades, estiveram envolvidos, em Fátima, numa via-sacra ao vivo que movimentou muitos fiéis. a Fátima Missionária falou com os atores que assumiram o papel de Jesus Cristo e de Maria a via-sacra ao vivo, organizada pela Paróquia de Fátima, juntou este domingo, 24 de março, centenas de fiéis, de todas as idades, que caminharam da Basílica da Santíssima Trindade até à Igreja Paroquial de Fátima. ao longo de um percurso de 2,5 quilómetros, o público assistiu a diversos momentos cénicos interpretados por pessoas da comunidade de Fátima, e a exibições musicais levadas a cabo por alunos do Conservatório de Música de Ourém-Fátima.
Na iniciativa que recordou os passos de Jesus Cristo a caminho da cruz, estiveram envolvidos cerca de uma centena de figurantes entre crianças, jovens, adultos e idosos. Para que tal fosse possível, todas estas pessoas ensaiaram em horários pós-laborais e aos fins de semana, coordenadas por três ensaiadores, explicou Rui Marto, pároco de Fátima, destacando o trabalho desenvolvido pelos responsáveis pela indumentária dos figurantes e pelo som. Tudo resultou muito bem, afirmou. a Nelson Costa, de 36 anos, coube desempenhar, pela oitava vez, o papel de Jesus Cristo. Habituado a assumir o papel do filho de Deus nas várias vias-sacras dinamizadas na localidade onde reside, Boleiros (Fátima), desta vez deparou-se com mais público e com um percurso bem maior. Gostei de ver tanta gente. Mas a distância desde o santuário até à paróquia foi mais comprida do que aquilo que eu pensava. Custou levar a cruz, disse à Fátima Missionária.
Depois de concluído todo o percurso, Irene Reis, 42 anos, que assumiu o papel de Maria, mãe de Jesus, encontrava-se visivelmente emocionada, mas admitiu que foi fácil encarnar a personagem. É um papel comovente, que exigiu um pouco de mim. Julgo que pelo facto de ser mãe e, pensando que seria o meu filho que estava ali, não foi difícil. acabou por não ser bem uma representação, mas sim um sentir um sofrimento muito grande, explicou a participante natural de Fátima, que admitiu estar bastante comovida.