«Nós vo-lo pedimos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus», diz-nos São Paulo na segunda leitura deste domingo
«Nós vo-lo pedimos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus», diz-nos São Paulo na segunda leitura deste domingoNa Palavra de Deus do quarto Domingo da Quaresma encontramos um resumo da nossa vida como indivíduos e como povo: o mal do passado e do presente, e a solução que nos é proposta. Vejamos o que essa Palavra tem a dizer-nos. Na 1a leitura do ano B lemos: Todos os chefes e o povo de Judá multiplicaram as suas infidelidades a Deus voltando-se para os ídolos das nações pagãs. Vieram as consequências, o amílcar para a Babilónia com todas as suas tristezas: Junto dos rios da Babilónia nos sentámos a chorar. Nos salgueiros das suas margens dependurámos as nossas cítaras, isto é, perdemos mesmo o sentido dos nosos cantares, foi-se a alegria. Na 2a leitura do ano a diz-nos o Espírito por meio de São Paulo: Outrora éreis trevas, mas agora sois luz pela vossa união com o Senhor Jesus. E na 2a leitura deste ano C: Quem vive em Cristo é uma nova criatura. Infelizmente a nossa adesão a Cristo tem os seus altos e baixos. Mas quando os indivíduos e os povos se encontram em situações de desespero, como atualmente entre nós, devem decidir em seu coração, como nos diz o evangelho deste domingo: Vou partir, vou ter com o meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o céu e contra ti’. Faz bem repensarmos as palavras de Deus pelo seu profeta Miqueias que há pouco tempo ouvimos na liturgia: O nosso Deus é um Deus clemente e compassivo, sempre pronto a perdoar, um Deus que sente alegria em perdoar a todos os pecadores arrependidos. a verdade consoladora é que Deus perdoa, não porque nós merecemos o seu perdão, mas porque ele é amor e por nós sente o que sentem as entranhas duma mãe pelo seu filhinho. Pode servir de guia ao nosso coração o evangelho deste domingo, a parábola do filho pródigo que Jesus nos deu. abandonara o filho mais jovem a casa e o amor de seu pai para ir para longe e lá desperdiçar toda sua herança dissolutamente. Esfomeado e cheio de solidão, decide voltar a casa de seu pai e pedir para ser admitido como um simples trabalhador. Mas o pai, que na parábola representa Deus, recebe-o com todo o carinho e confere-lhe toda a dignidade de filho. a parábola está toda centrada no amor do Pai: Beija o filho’, isto é concede-lhe o perdão. O anel que lhe dá é o símbolo da autoridade como filho readmitido como membro da família. Sandálias nos pés são o sinal duma pessoa livre, não escrava. O filho mais velho tem razão no que diz ao pai, mas o seu defeito é que raciocina puramente como um ser humano sem relacionar com Deus misericordioso a sua vida e a vida do seu irmão. Sem exagerar, poderíamos comparar o irmão mais velho àqueles que, numa sociedade com problemas, não trabalham em uníssono para a solução dos problemas, mas se comportam egoistica e irresponsavelmente de maneira a aumentar a crise causando desperdícios que mais e mais agravam a situação, e muita dor e desgraça causam a tantas pessoas inocentes. Infelizmente, chefes dessa laia parece havê-los a granel. Mas confiamos que finalmente o bom senso e a confiança no Senhor ganharão a partida, pois no dizer dum grande santo,