O presidente da Comissão Nacional de Justiça e Paz não concorda com os dados do Eurostat, que indicam uma redução da taxa de risco de pobreza, e sugere a realização de um estudo nacional que permita avaliar a verdadeira situação do país
O presidente da Comissão Nacional de Justiça e Paz não concorda com os dados do Eurostat, que indicam uma redução da taxa de risco de pobreza, e sugere a realização de um estudo nacional que permita avaliar a verdadeira situação do país Se quisermos saber realmente a situação do nosso país e como está a evoluir, devem utilizar-se os dados do Eurostat apenas para um enquadramento geral, e fazermos um estudo e um inquérito que traduza, com maior segurança e consistência científica, a verdadeira situação do país, afirmou à agência Lusa o presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, alfredo Bruto da Costa. O gabinete de estatística da União Europeia (Eurostat) divulgou esta semana alguns dados que apontam para uma redução do risco de pobreza ou exclusão social da população portuguesa, de 25,3 para 24,4 por cento, entre 2010 e 2011. Mas Bruto da Costa discorda da metodologia utilizada na realização deste tipo de estudo. Quando o documento da Eurostat fala em taxa de risco de pobreza, está a falar em relação ao ano anterior do inquérito. É uma baralhada, uma misturada de coisas de dois anos e, portanto, é um segundo problema que, do ponto de vista científico, levanta interrogações de bastante importância, justificou o especialista, defendendo a promoção de um estudo nacional que traduza a verdadeira situação do país.