Em anos anteriores, milhares de voluntários portugueses recolheram lixo depositado ilegalmente. Este ano, os participantes não vão limpar, mas sim atribuir coordenadas aos locais onde estão depositados os resí­duos para responsabilizar os poluidores
Em anos anteriores, milhares de voluntários portugueses recolheram lixo depositado ilegalmente. Este ano, os participantes não vão limpar, mas sim atribuir coordenadas aos locais onde estão depositados os resí­duos para responsabilizar os poluidores a associação Mãos à Obra (aMO), que nasceu da organização do Projeto Limpar Portugal, não vai recolher o lixo este ano, mas sim identificar os locais onde são depositados resíduos de forma ilegal, e responsabilizar os prevaricadores, autarquias e entidades públicas. Será uma autêntica caça à deposição ilegal de resíduos, consideram os responsáveis pela iniciativa.
achamos que não devemos criar um ciclo anual de limpeza porque podemos cair num ciclo negativo em que uns vão andar a sujar para depois outros limparem num só dia e, portanto, este ano, queremos criar um amplo debate nacional e responsabilizar quem prevarica, explicou Carlos Evaristo, vice-presidente da aMO, citado pela agência Lusa.
Em 2013, a ideia passa por georreferenciar, ou seja, mapear todas as deposições ilegais de resíduos para apresentar a Portugal num grande debate público nacional, que gostaríamos de promover num canal de televisão onde pudéssemos apresentar os resultados e chamar a atenção das entidades públicas e público-privadas que estão diretamente ligadas à gestão e tratamento dos resíduos, informou o mesmo responsável.
Não vamos limpar, vamos responsabilizar é o mote com qual a associação pretende atrair voluntários para identificarem os locais críticos em termos de deposição de lixo, documentando as situações com imagens que serão publicadas em www.3rdblock.net. as fotografias serão expostas a 20 de março para sensibilizar a população e as entidades para os crimes ambientais e as suas consequências, sublinhou.
Numa época de crise, a aposta na sensibilização assume uma importância acrescida, uma vez que em 2010 várias empresas de construção civil e outras participaram na limpeza com máquinas pesadas e, o ano passado, isso já não aconteceu, obrigando-nos a limitar a ação a lixo mais pequeno, lamentou Carlos Evaristo.