Passaram 25 anos após a chegada dos primeiros missionários da Consolata ao continente asiático. No dia 20 de janeiro de 1988, aterravam em Seul quatro jovens que davam início a esta fascinante aventura. O sonho de allamano tornava-se finalmente realidade
Passaram 25 anos após a chegada dos primeiros missionários da Consolata ao continente asiático. No dia 20 de janeiro de 1988, aterravam em Seul quatro jovens que davam início a esta fascinante aventura. O sonho de allamano tornava-se finalmente realidadeO ano de 1988 foi o ano do renascimento da Coreia do Sul no contexto mundial: após o fim da Guerra das Coreias (1950-53), que terminou com a divisão do país em dois, a Coreia do Sul viveu um período de domínio e opressão ditatorial, que terminou com a implantação da democracia em 1987. E os Jogos Olímpicos de 1988, em Seul, foram o símbolo desta importante viragem histórica. Tal como a Coreia que começava a dar os primeiros passos democráticos, também o nosso Instituto começava a caminhar em terreno asiático. Os pioneiros chamavam-se Diego Cazzolato (italiano), Paco Lopez (espanhol), alvaro Yepes (colombiano) e Luiz Emer (brasileiro). Mas ao contrário da África ou américa Latina, onde para além da evangelização havia e há muita necessidade de promoção humana e assistência social a vários níveis, estes quatro jovens depararam-se com um país onde tanto a sociedade como a Igreja estavam já bastante desenvolvidos. Ou seja, tinham de encontrar vias que fossem significativas e, ao mesmo tempo, missionárias. assim, foram identificadas três áreas de ação bem específicas: animação missionária e vocacional, presença entre os mais pobres e diálogo inter-religioso. Sendo a Igreja coreana de cariz fortemente diocesano, somos parte do movimento missionário que, com o passar dos anos, se tem intensificado no sentido de promover a missão ad gentes: atualmente, temos uma revista missionária (criada em 1995), dois grupos missionários paroquiais, um grupo de amigos/leigos que colabora mais diretamente connosco, para além do vasto grupo de benfeitores que comungam do nosso entusiasmo pela missão. Em relação aos mais pobres, após duas presenças em bairros de lata, estamos atualmente empenhados no apoio aos imigrantes ilegais, sobretudo oriundos de alguns países da américa Latina, África e das Filipinas. Finalmente, a área do diálogo inter-religioso tem sido a mais morosa e difícil. após a criação do centro Fonte de Consolação em 1999, tivemos de abandonar o mesmo e iniciá-lo noutra diocese: o novo centro foi inaugurado no passado dia 29 de outubro 2012, em Tejon. Ou seja, estamos recomeçando com zelo renovado esta atividade que, apesar dos poucos frutos visíveis, permanece como um dos maiores desafios da missão na Ásia. E como pelos frutos se conhece a árvore, temos atualmente cinco missionários coreanos a trabalhar em África (Quénia), américa Latina (Colômbia e Brasil e um estudante na argentina) e Europa (Espanha). No próximo dia 30 de janeiro será ordenado o quinto sacerdote da Consolata, já destinado à missão na Colômbia. E, aos poucos, vamos enraizando o nosso carisma na Coreia, onde temos já um missionário permanente: o saudoso padre José Otieno, queniano, que em 2005 perdeu a vida aos 32 anos e jaz ao lado de outros missionários e sacerdotes da diocese de Incheon.como dizia o nosso pai allamano, avanti in Domino!