a Liga Operária Católica manifesta-se contra a austeridade que considera «fundamentalista». Para o movimento de trabalhadores cristãos, as medidas tomadas pelo governo deixam de fora os «privilegiados de sempre»
a Liga Operária Católica manifesta-se contra a austeridade que considera «fundamentalista». Para o movimento de trabalhadores cristãos, as medidas tomadas pelo governo deixam de fora os «privilegiados de sempre»Os membros da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) acusam o governo de fomentar uma austeridade fundamentalista, que deixa de fora os mais favorecidos, e apelam à participação cívica, no sentido de provocar a discussão pública das necessárias mudanças políticas, económicas e sociais anunciadas, de modo a que seja colocado no centro das transformações a qualidade de vida dos cidadãos e o bem comum.
São tempos de deliberada e fundamentalista austeridade orçamental, que atingem com violência a maioria dos cidadãos, sobretudo aqueles que vivem ou que já ultrapassaram o limiar da pobreza deixando impunes os privilegiados de sempre, refere o organismo, em comunicado enviado à agência Ecclesia, depois de uma reunião dos seus dirigentes. a iniciativa visou preparar o XV Congresso Nacional da LOC/MTC, que se vai realizar em junho, em Lisboa.
No comunicado, o movimento cristão fala de cortes cegos, vergonhosos, sem transparência e sem debate público sobre a designada refundação do Estado, e encara-os como um grave atentado à democracia, ao desenvolvimento civilizacional e humano e à dignidade dos cidadãos. Para a LOC/MTC, estas medidas ferem direitos e valores consagrados na Constituição da República, na Carta dos Direitos Humanos e na Carta Social Europeia, colocando em causa princípios fundamentais referidos na Bíblia e no Ensino Social da Igreja.